Tiago Queiroz/AE
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Nono dígito de celular chega ao Rio e Espírito Santo no segundo semestre

Anatel pretende implementar o nono dígito em todo o País até o final de 2016

Rodrigo Petry, Agência Estado

09 de janeiro de 2013 | 17h13

SÃO PAULO - A implantação do nono dígito nos números de aparelhos de telefonia móvel vai chegar ao interior de São Paulo e aos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Um relatório técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgado nesta quarta-feira indica que as áreas com DDD 12 a 19, no Estado de São Paulo, terão o nono dígito inseridos a partir de 25 de agosto, enquanto nas áreas com DDD 21, 22 e 24, no Rio de Janeiro, e DDD 27 e 28, no Espírito Santo, em 27 de outubro. A intenção da Anatel é implementar o nono dígito em todo o País até o final de 2016.

De acordo com o documento, entre 30 e 60 dias antes da data estabelecida para começar a inserção do nono dígito as operadoras de telefonia terão de ter realizado testes em suas redes com o número adicional. Assim como em São Paulo, a migração se dará de forma gradual, com os clientes podendo realizar ligações também com oito dígitos por 40 dias, até que a marcação com nove números se torne obrigatória. Nesse meio tempo, as chamadas serão interceptadas e os clientes orientados a acrescentar o número adicional.

A primeira etapa deste processo começou por São Paulo e região metropolitana, atendidas com o DDD 11, cuja inserção de mais um dígito nos celulares começou em 29 de julho do ano passado. A medida foi tomada inicialmente na capital e região metropolitana de São Paulo porque já havia quase uma saturação de chips habilitados nesta área.

Quando foi implementado o nono dígito, o código de DDD 11 consumia cerca de 34 milhões de linhas em uso, ante uma combinação de 42 milhões de números. Com o dígito adicional, as combinações de números sobem para 90 milhões para cada área de DDD. Em São Paulo, a migração aconteceu sem maiores problemas, apenas com instabilidades pontuais, segundo relataram na época as operadoras.

No restante do País, ainda não há problemas com escassez de números disponíveis para novas habilitações. No entanto, a intenção da Anatel é padronizar a utilização de nove dígitos nas ligações realizadas por meio de aparelhos celulares. O Brasil encerrou novembro com 260 milhões de linhas ativas, o que representou cerca de 1,3 linha para cada habitante. Em São Paulo, essa relação chega 1,5 linha por habitante.

A agência estima para o final de 2014 a data-limite para implantação do nono dígito no Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima; o final de 2015, em Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe; e o final de 2016 no Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

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