Norte e Nordeste têm 5,8 mil desabrigados

Chuva continua a castigar as duas regiões e dezenas de cidades decretam emergência; em 5 cidades do CE, precipitações passaram de 100 mm

Wilson Lima, Carlos Mendes, João Maurício da Rosa e Carmen Pompeu, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2009 | 00h00

As Regiões Norte e Nordeste seguem enfrentando problemas por causa das fortes chuvas. Já há 5,8 mil desabrigados e dezenas de cidades estão em estado de emergência. No Maranhão, subiu para 3,3 mil o número de desabrigados. A Defesa Civil Estadual estima que pelo menos 14 mil pessoas tenham sido atingidas. Três cidades - Marajá do Sena, Tufilândia e Trizidela do Vale - já decretaram estado de emergência e outras oito esperam autorização para também decretar emergência. Marajá do Sena, distante 269 km da capital, São Luís, está praticamente isolada. Há escassez de água e comida no município. De seus 6.167 habitantes, quase 2 mil estão desabrigados. Em São Luís, duas pessoas morreram após o desmoronamento de um barranco no sábado, no bairro Salinas do Sacavém, na zona periférica.No Ceará, 16 cidades estão em situação de risco. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia, em cinco cidades as chuvas de anteontem passaram de 100mm. Em Uruburetama, Granja, Itapajé e Icó, os açudes começaram a transbordar, deixando várias áreas inundadas. Em Fortaleza, 30 casas já foram destruídas e três danificadas. A pressão das chuvas dos últimos dias danificou a ponte sobre o Rio Pacoti, na CE-040, que dá acesso ao Porto das Dunas. Um dos sentidos da via só deve ser liberado hoje. O Rio Acre baixou quatro centímetros até 16 horas (17h em Brasília) de ontem, mas cerca de 1,5 mil pessoas que tiveram que deixar suas casas continuam em abrigos providenciados pela Prefeitura de Rio Branco e pelo governo do Estado ou em casas de parentes. A última medição realizada pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) indicava altura de 15,47 metros, ante 15,51 metros registrados pela manhã. O chefe da Comdec, capitão George Santos, informou que a tendência é o volume da água continuar baixando, mas a situação ainda é instável porque há previsão de chuvas na cabeceira do rio. Desde segunda-feira Rio Branco está em estado de emergência. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, visitou ontem a cidade de Altamira, no sudoeste do Estado, castigada por uma forte chuva que provocou o rompimento de barragens, alagamento de 14 bairros e deixou 1.073 desabrigados.NÚMEROS16 cidades do Ceará estão em situação de risco por causa das chuvas15,47 metros é o nível atingido pelas águas do Rio Acre, o que já fez 1,5 mil pessoas deixarem suas casas30 casas foram destruídas em Fortaleza

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