Nos bastidores, chacota e ironia pela internet

O clima tenso do debate da TV Globo, ontem à noite, transbordou para a internet. Qualquer deslize dos candidatos ao governo de São Paulo ou cochilo na plateia foi alvo de críticas ou motivo de chacota de dirigentes, assessores e quadros tanto do PT como do PSDB.

Adriana Carranca, Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2010 | 00h00

A candidata do PT ao Senado, Marta Suplicy, enviou mensagem na internet, pelo Twitter, dizendo que o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que foi ao debate em apoio ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, dormia no calor do evento. O alcance da mensagem se multiplicou na rede petista.

Marta também atacou políticas tucanas, durante o debate. "A cada 40 dias se construiu uma praça de pedágio em São Paulo", escreveu em um torpedo. O tema também foi citado, em tom de ironia, em mensagem do coordenador da campanha petista, Emídio de Souza: "Essa turma do PSDB é mesmo lenta. Só agora, depois de 16 anos, percebeu que o pedágio está caro".

Quando houve uma falha no áudio da TV Globo e corte do sinal, no último bloco, tucanos não baixaram o tom e passaram a acusar o PT de "sabotagem", em tom de brincadeira.

Do lado tucano, assessores de Alckmin ironizavam a dobradinha Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP), que foi apelidado de "Menino Malufinho". Anteontem, o pepista declarou apoio à presidenciável do PT, Dilma Rousseff.

Quando Mercadante criticou Alckmin por não direcionar perguntas a ele, o ex-secretário das subprefeituras da capital, Andrea Matarazzo, comentou na internet que o petista estava "carente". Assessores de Alckmin chamavam-no de "chorão".

"Alckmin quer qualquer coisa, menos confronto com Mercadante", provocou Marta no Twitter. E acusou o tucano de se aliar ao candidato Fabio Feldman (PV) no segundo bloco.

Durante todo o debate, o único ruído no estúdio eram os sons de teclados de equipamentos móveis de comunicação.

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