Nos EUA, regras tornam processo ainda mais caro

Considerados a democracia mais cara do mundo, os EUA têm regras eleitorais que tendem a encarecer as campanhas. O cientista político Bruno Speck, da Unicamp, estipula em US$ 5 bilhões os gastos no pleito americano de 2008. O montante é a soma do valor gasto por todos os candidatos. É bem mais que os R$ 2,77 bilhões gastos no primeiro turno das eleições brasileiras deste ano. Mas, para Speck, a comparação nem sequer deve ser feita. "Não dá para comparar os gastos de campanha de diferentes países", diz. A campanha nos EUA costuma ser muito mais longa graças às eleições primárias (dentro dos partidos), que antecipam o processo eleitoral em quase um ano. Também não há horário eleitoral gratuito, o que aumenta os gastos dos candidatos com a propaganda na TV.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2010 | 00h00

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