Nos Pilões, não houve nenhum ''congelamento''

As ruas pavimentadas com cascalhos lembram mais uma cidadezinha do interior. Assim é Pilões, bairro na continuação da via onde está o terminal inaugurado em 1976 pela Transpetro, subsidiária da Petrobrás. "A primeira casa aqui é essa, do finado Zé Pretinho, que trabalhava na Petrobrás", conta Ivens Roberto da Silva, de 37 anos, apontando para a residência de madeira. Silva mora nos Pilões desde os 7 anos, quando a família deixou Brasília para fugir do clima seco, prejudicial à saúde do pai. No entanto, ele conta que diferentemente dele, muitos mudaram para os Pilões nos últimos anos."Em 2007 o governo apareceu aqui falando desse Projeto Serra do Mar. Disseram que iam retirar todas as famílias, mas o tal do congelamento aqui nunca existiu", revela Silva, contando que a diferenciação no tratamento dos outros bairros da encosta cria dúvidas se a população dali será mesmo retirada.Segundo ele, materiais de construção entram livremente, sem fiscalização. "Tem até uma distribuidora aqui. Há dois anos, quando a Sociedade de Melhoramentos fez o cadastramento, havia 639 moradias; pela CDHU há 660 cadastradas, mas hoje tem mais de 700 casas aqui."A presidente da Sociedade de Melhoramentos dos Pilões, Cristina Alves de Souza, de 37 anos, atesta a versão de Silva. "Fora isso, tem muito morador sem cadastro", completa. O comandante da PM Ambiental, João Soares Vieira, disse que verificaria a denúncia de novas construções no bairro.

Rejane Lima, O Estadao de S.Paulo

13 de junho de 2009 | 00h00

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