Nos terminais rodoviários, ainda há desrespeito

Só pontos estão liberados; Socicam, Metrô e SPTrans prometem fiscalizar

Vitor Sorano, O Estadao de S.Paulo

11 Agosto 2009 | 00h00

O fumo ainda não foi banido dos terminais de passageiros da capital. Ele está presente até em locais pertencentes ao governo do Estado, como a Rodoviária da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. "Pior que eu acho que é ar livre aqui, não?", indagou uma mulher de 20 anos que aguardava ônibus na plataforma de embarque rodoviário. Duas tragadas depois, ressabiada, pergunta, sem apagar o cigarro: "É proibido, né?" Segundo a Socicam - empresa que administra a área onde funciona o terminal rodoviário -, sim. A empresa afirma ter retirado todos os cinzeiros. Além disso, espalhou faixas informativas e treinou funcionários e outros trabalhadores do terminal.Sentado ao lado dos banheiros externos - já na área pertencente à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) -, um fumante descartava as cinzas em uma jardineira. Fumou até o filtro, assim como um jovem que, minutos depois, se encostou próximo da entrada das catracas. Sem a opção do primeiro fumante, descartava os restos do cigarro em um vão. Nem um nem outro foram abordados por fiscais ou agentes de segurança.O Metrô afirma que está cumprindo todas as determinações da lei antifumo. A prática já era proibida no sistema desde o início da operação comercial, em 1974. "A gente ainda pega um ou outro aí, não se sabe se por vício... Mas o pessoal está respeitando, está compreendendo", diz um segurança do Terminal Tietê, na zona norte. "Hoje eu peguei uns cinco (fumando)."ÔNIBUSPara entrar no Terminal Bandeira, de ônibus urbanos, no centro da capital, o passageiro tem de passar por corredores fechados. Já lá dentro, aguarda o ônibus em pontos, numa cobertura sem fechamento nas laterais. Em ambos os locais foram encontrados cigarros acesos. A São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pelo local, diz que está coibindo o fumo nas áreas fechadas. Já nos pontos, por não terem barreiras laterais e o fundo vazado, em tese, não há problema.Há ainda um caso curioso de cinzeiros que não serão retirados em espaços públicos. Por causa do tombamento local, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai poder manter as seis peças metálicas que, pelo menos até ontem, acumulavam bitucas como cinzeiros na Estação da Luz, no centro.

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