Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE

Notas manchadas de rosa perdem o valor e só podem ser trocadas em bancos

BC divulgou regulamentação com regras para cidadãos afetados injustamente e financeiras

Fábio Graner, Agência Estado

01 de junho de 2011 | 10h52

BRASÍLIA - O diretor de administração do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou na manhã desta quarta-feira, 1º, que os cidadãos que sacarem notas marcadas de rosa por dispositivo antifurto de caixas eletrônicos deverá trocar imediatamente no próprio banco. Caso o problema ocorra fora do expediente bancário, a recomendação é retirar logo em seguida um extrato da conta (comprovando o saque), fazer um boletim de ocorrência (BO) e levas as notas com os documentos ao banco para ser ressarcido.

 

O diretor explicou que a recomendação geral para os cidadãos é que não se aceite cédulas manchadas por dispositivo antifurto. Essa mancha, explicou, é caracterizada por ser densa, não uniforme e de cor rósea.

 

"A cédula danificada por mecanismo antifurto perderá validade. Ela deverá ser apresentada ao banco para que o BC proceda à análise da cédula", disse Altamir, destacando que ao apresentar a nota ao banco, a instituição deverá fazer o registro com CPF, identificação com foto e endereço de quem apresentou a nota.

 

Se após a análise, for verificada que a nota está realmente marcada por dispositivo antifurto, não haverá ressarcimento (exceto nos casos mencionados acima). Se a mancha rosa for por outro motivo, haverá o ressarcimento ao cidadão.

 

Para as financeiras, em caso de acidente ou furto frustrado, o BC vai ressarcir aos bancos as cédulas marcadas por dispositivo antifurto. Mas ele explicou que esse ressarcimento ocorrerá com o desconto dos custos de produção e de análise das cédulas pelo BC. O valor desses custos ainda será fixado pela autoridade monetária.

 

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