Notícia da morte demorou a chegar ao governador

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, só foi informado da morte do prefeito de Santo André Celso Daniel quando a notícia já estava sendo divulgada pela imprensa. Às 10h50, a polícia em Juquitiba e a funerária da cidade já tinham a confirmação, havia quase uma hora, de que o corpo do prefeito havia sido encontrado. Até a sala do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) confirmava que a descrição do cadáver batia com a de Daniel. Mas, no palácio, Alckmin, reunido com a cúpula da segurança do Estado, ignorava os acontecimentos: ainda traçava, com assessores, a estratégia para localizar o prefeito e prender os seqüestradores.Auxiliares só informaram Alckmin quando emissoras de TV já confirmavam o assassinato de Celso Daniel. Pouco tempo depois, a assessoria tentava contornar a situação dizendo que Alckmin e os homens responsáveis pela segurança do Estado não foram pegos de surpresa.A tensão dominou o Palácio dos Bandeirantes, onde o clima já era soturno. O delegado geral da Polícia Civil Marco Antonio Desgualdo e o comandante da Polícia Militar, coronel Rui Cesar Mello, seguiram para Juquitiba. Só depois do retorno dos dois ao palácio é que o governador se pronunciou oficialmente sobre o assassinato.Alckmin anunciou a oferta de recompensa por quem fornecer informações que levem à prisão dos algozes de Daniel. E uma inédita mobilização policial, que incluiu bloqueios em pontes e viadutos da capital. Nesta segunda-feira ele estará com o presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir um pacote de medidas antiviolência.

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