Montagem/Estadão
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Notícias do dia: Bolsonaro x Maia, Mackenzie, Guedes no Senado, dólar a R$ 3,95, golpe de 64, Brexit

Anúncio de Alexandre Pato no São Paulo, Vélez e o 'abacaxi' do Ministério da Educação e reação de Moro a Ibaneis também foram destaques desta quarta-feira, 27

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2019 | 21h25

SÃO PAULO - O embate entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teve mais um capítulo nesta quarta-feira, 27. O ministro da Economia, Paulo Guedes, compareceu a uma audiência no Senado. Enquanto isso, a Bolsa teve uma queda acentuada e o dólar subiu. Bolsonaro também alimentou a polêmica envolvendo o golpe de 1964 e desistiu de participar de um evento no Mackenzie, em São Paulo. Já no Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May disse estar disposta a entregar o cargo em troca da conclusão do Brexit.

Quer saber os fatos mais importantes do dia? Confira abaixo as principais notícias desta quarta:

Bolsonaro x Maia

Alvo de ataques nos últimos dias por parte do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu o fim da "brincadeira" e que o País passe a ser levado a sério. Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Band na qual afirma que Maia está "abalado" por questões pessoais. Mais tarde, o presidente classificou como irresponsável a declaração do parlamentar fluminense.

Maior queda na Bolsa desde a greve dos caminhoneiros e dólar a R$ 3,95

A derrota imposta ao governo pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 26, acendeu a luz amarela no mercado brasileiro de ações, o que levou o índice Bovespa a uma queda de 3,57%, aos 91.903,40 pontos, na mínima do dia. É a segunda maior queda do índice desde a greve dos caminhoneiros - em 28 maio de 2018, a Bolsa caiu 4,49%. No mercado de câmbio, o dólar terminou em alta de 2,24%, cotado a R$ 3,9543, o patamar mais alto desde 1º de outubro de 2018, quando terminou em R$ 4,0299 em função das incertezas sobre quem disputaria nas eleições o segundo turno contra Jair Bolsonaro.

Bolsonaro e o golpe de 64: regime com 'probleminhas'

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não houve ditadura militar no Brasil, mas admitiu que houve "probleminhas" no regime que iniciou em 1964 e foi até 1985. "Não quer dizer que foi uma maravilha. Não foi uma maravilha regime nenhum. Qual casamento é uma maravilha? De vez em quando tem um probleminha, é coisa rara um casal não ter um problema", comparou o presidente em entrevista à TV Band, após ser intimado por uma juíza de Brasília a se manifestar sobre "festejo" de 31 de março

Financial Times: 'Mercado despreparado para a incompetência de Bolsonaro'

Em um artigo opinativo, o jornal britânico Financial Times salientou que o caminho para as reformas parece tão rochoso como sempre foi para as economias emergentes e que investidores ficaram nervosos com a perda de impulso pós-eleitoral no México e no Brasil. Especificamente sobre o País, o jornalista Jonathan Wheatley observou que os mercados podem não ter se preparado para a extensão da incompetência do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Desistência de Bolsonaro de ir ao Mackenzie após protestos

Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie realizaram um protesto contra uma visita do presidente Jair Bolsonaro. Apoiadores do presidente, por sua vez, foram a outra entrada da universidade realizar uma manifestação favorável a ele. O Palácio do Planalto alegou questões de segurança para transferir o evento de local. A medida teve como objetivo evitar possíveis confrontos com os manifestantes que estavam na universidade.

Guedes sem apego ao cargo

Guedes participou de debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Essa é a primeira participação do ministro em audiências públicas no Congresso Nacional, após ter faltado à audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Após ser questionado sobre se deixaria o governo caso a reforma da Previdência não seja aprovada, Guedes disse não ter apego ao cargo, mas sinalizou que não sairá do ministério na primeira derrota. Veja como foi a participação de Guedes na audiência do Senado.

Ministério da Educação: 'Um abacaxi do tamanho de um bonde'

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que não tem disposição de deixar o cargo. Durante audiência na Câmara dos Deputados, o ministro foi duramente criticado por parlamentares que consideraram as respostas vagas e pela falta de clareza na apresentação de programas da pasta. "Muitos pediram para eu sair, mas não vou sair. Por que é um passeio às ilhas gregas? Não. O cargo é um abacaxi do tamanho de um bonde. Mas topei o convite porque quero devolver ao meu País o que ele fez por mim", disse Vélez.

Reação de Moro a críticas de Ibaneis sobre transferência de Marcola para Brasília

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, reagiu aos comentários feitos na semana passada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que criticou duramente a chegada do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o presídio federal de segurança máxima de Brasília.

Theresa May: o cargo em troca de acordo pelo Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse a membros do seu partido que deixará o cargo quando o Brexit for concluído. Ela não estipulou uma data para a renúncia, mas isso deve ocorrer assim que o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia for concluído no Parlamento. 

Alexandre Pato de volta ao São Paulo

O São Paulo venceu a disputa com o Palmeiras e acertou o retorno do atacante Alexandre Pato, em contrato por quatro temporadas, até dezembro de 2022. O jogador estava no Tianjin Tianhai, da China.

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