Andre Penner/AP
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Notícias do dia: corte de salário, Selic, Alcolumbre com coronavírus e mortes em SP

Fechamento do comércio, falta de alimentos, alerta da OMS e o aumento do número de mortes na Itália também foram assuntos desta quarta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 19h55

O Brasil registrou a quarta morte de paciente infectado pelo novo coronavírus. O presidente do Senado Davi Alcolumbre, o general Augusto Heleno, e o ministro de Minas e Energias Bento Albuquerque anunciaram que estão infectados. O presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto de calamidade pública e o governo anunciou medidas. A Bolsa fechou com queda superior a 10% e o dólar bateu novo recorde. Após o fechamento do mercado, o Copom decidiu cortar a Selic para 3,75% ao ano.

Leia também sobre a escassez de alimentos, o fechamento do comércio em São Paulo, o alerta da OMS e o aumento do número de mortes na Itália.

Veja abaixo a lista das principais notícias do 'Estadão' nesta quarta-feira, 18 de março de 2020:

1. Mais 3 mortes por coronavírus são confirmadas em SP; total chega a 4 no País

A operadora de saúde Prevent Sênior informou que dois novos pacientes morreram após infecção pelo novo coronavírus. Mais tarde a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou mais uma morte, elevando assim para quatro o total de óbitos pela doença no Estado e no País. 

2. Presidente do Senado Davi Alcolumbre é diagnosticado com coronavírus

Depois do primeiro exame dar negativo, o presidente do Senado Davi Alcolumbre refez o exame e atestou positivo para covid-19. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno e o ministro de Minas e Energias Bento Albuquerque também foram diagnosticados com a doença. 

3. Para evitar demissões, governo propõe cortar salário de funcionários pela metade

As empresas poderão reduzir em até 50% a jornada de trabalho e o salário dos seus empregados. A medida faz parte do programa antidesemprego, anunciada pela área econômica. A ação consta no plano anticoronavírus, lançado pelo governo para evitar os efeitos da pandemia na economia brasileira. O programa flexibiliza as regras trabalhistas para tentar evitar que, na crise, as empresas promovam demissões em massa, o que pode agravar o quadro de depressão da economia. 

4. Banco Central reduz taxa de juros para 3,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica da economia) em 3,75% ponto porcentual, de 4,25%. Este é o sexto corte consecutivo da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

5. Dólar fecha cotado a R$ 5,19 e Bolsa termina o dia em queda superior a 10%

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou o dia com queda de 10,35%, aos 66.894,95 pontos. Com alta de 3,74%, o dólar bateu novo recorde, cotado a R$ 5,19. 

6. Guedes anuncia auxílio mensal de R$ 200 a trabalhadores informais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou o lançamento de uma "camada de proteção" para profissionais autônomos e informais. A iniciativa prevê um "voucher" (vale) de R$ 200 por mês para quem não recebe benefícios sociais do governo, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Leia também: Governo não descarta novas restrições, mas rejeita recomendação de testes em massa

7. Prefeitura de São Paulo manda fechar comércio por coronavírus

Todo o comércio da cidade de São Paulo será paralisado a partir desta sexta-feira, 20, por força de um decreto municipal para tentar conter a propagação do novo coronavírus. A medida, sem precedentes, exclui apenas mercados, farmácias, padarias, restaurantes, postos de combustível e locais de venda de produtos para animais. São Paulo ficará parada ao menos até 5 de abril, segundo o decreto assinado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

8. Mercados já sofrem com falta de alimentos e itens de higiene

A corrida do brasileiro ao supermercado para fazer estoques de alimentos e itens de higiene e limpeza por causa da pandemia do novo coronavírus já provoca a falta de produtos nas lojas, especialmente de mercadorias básicas. O índice de desabastecimento de itens nas prateleiras dos supermercados chegou a 11,3% no último sábado em cerca 20 mil lojas espalhadas pelo País, segundo pesquisa feita pela Neogrid, empresa de tecnologia que monitora os pedidos do varejo para indústria.

9. Casos de coronavírus passam de 200 mil e OMS fala em ameaça sem precedentes

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram que o novo coronavírus é hoje "inimigo comum da humanidade" e representa uma ameaça sem precedentes. A instituição afirmou que os casos de pessoas infectadas pela pandemia já ultrapassam os 200 mil, com 8 mil mortes. Quatro em cada cinco casos estão concentrados na Europa e na região do Pacífico Ocidental. 

10. Itália registra 475 mortes por coronavírus em um dia, novo recorde para o país

A Itália já registra 2.978 mortes decorrentes do novo coronavírus. Somente nas últimas 24 horas, foram 475 óbitos, segundo informações do último balanço divulgado pelo chefe da Defesa Civil, Angelo Borreli. Trata-se do maior número de mortes em um dia desde o começo da crise.

 

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