Nova acusação de prostituição leva Maroni à prisão

Dono da boate Bahamas participava de audiência na 5.ª Vara Criminal

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

01 Julho 2009 | 00h00

O empresário Oscar Maroni foi preso ontem na 5ª Vara Criminal de São Paulo, durante audiência do processo em que ele é réu sob as acusações de formação de quadrilha, exploração da prostituição, manutenção de prostíbulo e tráfico interno de seres humanos. Maroni, conhecido por ser proprietário da boate Bahamas, no Campo Belo, na zona sul de São Paulo, teria voltado a agenciar mulheres para programas. Ele já havia tido a prisão a decretada no mesmo processo em 2007, mas havia recebido o direito de responder às acusações em liberdade. "Ele (Maroni) sempre cria novidades no caso", afirmou o promotor José Carlos Blat. Ele pediu que a nova prisão do empresário fosse decretada para a garantia da ordem pública e garantia da aplicação da lei penal. As provas de que Maroni teria voltado a trabalhar com prostituição foram obtidas durante três meses de investigações, depois que uma testemunha procurou o Jornal da Band. Ela seria uma mulher que resolveu denunciar o empresário. A audiência de ontem no processo durou cerca de cinco horas. Maroni nega as acusações e se diz inocente. "O juiz pôde analisar as gravações feitas pela testemunha e todos os demais fatos novos trazidos ao processo", afirmou Blat. De acordo com o promotor, "as provas eram irrefutáveis". "Mesmo com o Bahamas fechado, ele continuava agenciando mulheres", disse Blat. O empresário foi levado por policiais militares da sala de audiências do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste, para uma cela do 23º Distrito Policial, em Perdizes, na zona oeste. Hoje cedo, o empresário será levado ao 40º Distrito Policial, na zona norte de São Paulo. Trata-se de uma cadeia reservada para presos que têm diploma de curso universitário. Da primeira vez em que esteve preso, Maroni provou que era formado em Psicologia pelo Instituto Unificado Paulista em 1978. Em 2007, a Prefeitura interditou a boate Bahamas e o Oscar?s Hotel, construído ao custo de US$ 30 milhões a 600 metros da cabeceira da pista do Aeroporto de Congonhas. A interdição ocorreu depois de acidente com um Airbus A-320 da TAM, que deixou 199 mortos, em 17 de junho. O hotel de 11 andares teria sido construído irregularmente pelo empresário - Maroni nega e diz que o prédio estava dentro da legislação. O fechamento do hotel foi feito pelo prefeito Gilberto Kassab, a quem Maroni acusou de buscar promoção política - mais tarde, ele pediu desculpas ao prefeito. Nas eleições municipais do ano passado, Maroni saiu candidato a vereador, mas não conseguiu se eleger. O Bahamas e seu hotel permaneciam fechados. "O processo agora dependerá da perícia nas fitas com as gravações. Depois de concluí-la, nós passaremos às alegações finais da defesa e da acusação", disse Blat. Só depois disso é que o juiz dará sua sentença.

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