Nova coordenação mantém acesa disputa entre petistas

Aliados de Marco Maia e Paulo Teixeira perdem queda de braço com grupo de Vaccarezza, que segue líder do governo

Eugênia Lopes e Denise Madueño / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2011 | 00h00

O novo formato dado pela presidente Dilma Rousseff para a coordenação política do governo mantém o racha interno na bancada do PT na Câmara.

A escolha da ex-senadora Ideli Salvatti (SC) para a Secretaria de Relações Institucionais não contempla o grupo representado pelo presidente da Câmara, Marco Maia (RS), e pelo líder do partido, Paulo Teixeira (SP). Os dois defenderam até o último momento o nome de Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Casa, para um posto político de destaque - o ministério ou a liderança do governo. Esse grupo perdeu a disputa e teve de aceitar a permanência do atual líder, Cândido Vaccarezza (SP). Este, por sua vez, também amargou uma derrota a não se viabilizar para o cargo de ministro.

Petistas adversários de Vaccarezza o acusam de privilegiar as relações com o PMDB em detrimento dos demais partidos, em especial o PT. "Se ele não mudar o comportamento, teremos sérios problemas na Câmara. A presidente fez uma escolha. Se acertou ou não, o tempo dirá", disse um petista ligado a Maia.

"O líder tem de dar mais atenção ao PT. Muitos petistas se sentem desamparados pela liderança do governo", emendou o deputado Doutor Rosinha (PT-PR).

No processo que resultou na aprovação do Código Florestal na Câmara, Vaccarezza trabalhou em dobradinha com o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). O peemedebista foi um dos responsáveis pelo acordo com os demais líderes da base. O PT acabou isolado e rachou: parte seguiu a orientação do líder, parte rejeitou o texto.

Setores do partido veem, no entanto, que a indicação de Ideli é uma forma de retomada do equilíbrio interno do PT. O fato de Ideli não ter mandato atualmente é um sinal de que a presidente não privilegiou nenhum dos lados. "O trio ( Palocci, Luiz Sérgio e Vaccarezza) não estava correspondendo às necessidades políticas", disse Rosinha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.