Nova Imigrantes tem telhado antigoteira

Concessionária avalia drenagem em túnel aberto na serra há apenas 7 anos, mas já estuda extensão do sistema

Fábio Mazzitelli, O Estadao de S.Paulo

09 Julho 2009 | 00h00

Goteiras, infiltrações e poças d?água numa pista que, sob o maciço rochoso da Serra do Mar, imaginava-se estar a salvo de chuvas e tempestades. As infiltrações por meio de fissuras nas paredes dos túneis da pista descendente da Rodovia dos Imigrantes seguem como parte da rotina da via que liga a capital paulista à Baixada Santista. O problema levou a Ecovias - concessionária responsável pela administração da estrada - a colocar em teste um "telhado antigoteira". Confira o que abre e o que fecha e a situação do trânsito no feriado A cobertura é feita com telhas de alumínio leve, pintadas de branco, e reveste 500 metros de extensão do primeiro dos três túneis da pista mais nova da Imigrantes. O revestimento no teto desvia a água que infiltra na parede para drenos nas laterais da pista da rodovia, evitando que o asfalto fique molhado e comprometa a segurança do motorista. O custo total da cobertura é de R$ 650 mil. Revelados pela primeira vez em 2005, os problemas não representam ameaça à estrutura dos túneis, segundo a concessionária e engenheiros especializados nesse tipo de obra. Mas, segundo os profissionais, a constância das infiltrações pode afetar a segurança dos motoristas. No ano passado, foram registrados quatro dos sete acidentes com mortes dentro dos túneis da pista descendente, que entrou em funcionamento em 17 de dezembro de 2002. A circulação de caminhões e ônibus é proibida nessa pista. A empresa concessionária, cuja praça de pedágio é a mais cara do Estado ( R$ 17,80), considera baixo o número de ocorrências com vítimas em seis anos e meio de funcionamento da pista. Mas já fala em expandir o telhado antigoteiras. Em teste desde o fim do ano passado, a cobertura deve ser instalada em outros pontos considerados críticos. Isso deve ocorrer em 2010, após um ano de avaliação do revestimento, testado com o aval da Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). "A telha é permanente. Se quiser passar por uma inspeção, dá para ser retirada e recolocada sem nenhum problema. É um protótipo, utilizado na Itália e no Chile também. No orçamento do próximo ano, vamos colocar (a previsão das telhas). A ideia é realizar outras intervenções em lugares onde ainda está pingando água", adianta Pietro Bettaglio, gerente de Engenharia da concessionária Ecovias. "Não é problema estrutural. A obra foi feita para conviver com isso", destaca. A Ecovias diz que a localização da pista - no meio do maciço rochoso, com forte pressão de água da serra - contribui para os problemas, decorrentes do entupimento de pontos de drenagem. Em nota, a Artesp ressaltou que "o gotejamento observado pelos usuários está sob controle, com fiscalização da Artesp, e algumas intervenções foram executadas para que o fluxo da água não alcance as pistas".

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