Nova Rio-SP será viabilizada com concessão, diz Mauro Arce

Projeto deve custar R$ 3,1 bilhões e ficar pronto no prazo de dois anos, afirma secretário de Transportes de SP

Beht Moreira, da Agência Estado,

02 de setembro de 2008 | 17h21

O secretario de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, confirmou nesta terça-feira, 2, que o governo paulista estuda a construção de uma nova estrada ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Segundo ele, a estimativa inicial é de a rodovia exija investimentos da ordem de R$ 3,1 bilhões e possa ser viabilizada por meio de concessão.  Arte/AE Veja também:Cabral avaliará proposta de Serra para nova ligação Rio-SPLeilão de 5 rodovias de SP seguirá modelo do RodoanelEm Londres, Cabral diz que Galeão parecia 'terminal de quinta'  A previsão é de que o secretário se reúna nesta ou na próxima semana com o vice-governador do Rio de Janeiro e também secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, para discutir o projeto. Segundo Arce, será a primeira reunião formal para discutir o tema. "O governador José Serra já discutiu o assunto com o Sérgio Cabral e eu também já conversei na semana passada com o Pezão por telefone, mas esta será a primeira reunião oficial", afirma. O secretário explica que o projeto original da Ayrton Senna previa um novo trecho entre Taubaté e a divisa com o Rio de Janeiro. Atualmente a estrada vai de São Paulo até Taubaté e foi incluída no programa de concessões de rodovias do Estado, cujo leilão está marcado para o próximo dia 29 de outubro. Arce detalha que será necessário construir cerca de 270 quilômetros, sendo metade do lado paulista e metade no lado fluminense. "Como o Rio tem um pedaço de serra, estimamos que o trecho fluminense seja mais caro, em torno de R$ 1,8 bilhão, enquanto o trecho de São Paulo custaria R$ 1,2 bilhão", informa. A exemplo do que programa para o trecho Leste do Rodoanel, a intenção do governo de São Paulo, é licitar o projeto em uma única etapa. Dessa forma a empresa que ganhar a disputa para construir a rodovia, também seria responsável pela administração da mesma. "Essa é uma das alternativas que estão sendo analisadas", afirma. O secretário de São Paulo informa ainda que a previsão é de que o projeto esteja pronto no prazo de dois anos. O cronograma de trabalhos será definido na reunião que acontecerá nos próximos dias.

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