Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Nova UPP é instalada na zona norte do Rio sem resistência

Agora, todas as favelas próximas ao Maracanã - futuro palco da Copa do Mundo e da Olimpíada - estão ocupadas por UPPs; próximo passo é ocupar Morro da Mangueira

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

06 de janeiro de 2011 | 19h06

RIO - Sem troca de tiros, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) ocupou nesta quinta-feira, 6, pela manhã os morros do São João, Quieto, Sampaio e Matriz, no Engenho Novo, na zona norte do Rio, para a instalação da 14ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade. Agora, todas as favelas da região da Grande Tijuca próximas ao Estádio do Maracanã - futuro palco da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 - estão ocupadas por UPPs.

 

A exceção é o Morro da Mangueira, em São Cristóvão, que deve ser o próximo alvo da Secretaria de Segurança Pública. O desafio será equacionar a falta de contingente. Apenas a UPP do Complexo do Alemão exige um efetivo de 2 mil homens.

 

A ocupação de hoje ocorreu mais um ano após a derrubada do helicóptero Fênix 3, da Polícia Militar, em 17 de outubro de 2009, por traficantes do Morro São João. Três policiais morreram. A entrada dos policiais foi anunciada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, na quarta-feira.

 

A exemplo das ocupações anteriores, os traficantes fugiram e o Bope apreendeu apenas uma pequena quantidade de maconha, além de retirar as barreiras construídas pelo tráfico para controlar o acesso à favela.

 

"Desde a ocupação do Morro dos Macacos, já havíamos realizado operações pontuais nestes morros, porque eles são praticamente vizinhos. Logo, os marginais que estavam nestes locais foram presos ou fugiram. Os moradores confirmam isto. No entanto, nós vamos continuar em busca de armas e drogas", disse o novo comandante do Bope, o tenente-coronel René Alonso. Os morros dos Macacos e São João eram dominados por facções rivais. Os moradores destas favelas conviveram por anos com tentativas de invasões de ambas as partes.

 

A UPP será inaugurada em 30 dias e contará com 200 policiais. Cerca de 12 mil moradores serão beneficiados. Com as ocupações do Complexo do Alemão e da Penha, a estimativa do governo é que agora 400 mil cariocas moram em favelas ocupadas pelas UPPs e pela Força de Pacificação, que é formada por homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, além de policiais militares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.