Novais será alvo do corregedor, prevê Maia

Para evitar desfecho 'à Jaqueline', PSOL aguardará providências antes de acionar Conselho de Ética

Denise Madueño / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2011 | 00h00

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), prevê que a corregedoria da Casa vai apurar o suposto desvio de dinheiro público pelo ex-ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB-MA) assim que ele reassumir seu mandato na Casa. Ele afirmou que a Mesa tomará uma posição sobre as denúncias, se for provocada por um partido ou deputado.

Marco Maia condenou o uso de dinheiro da Casa em atividade privada. "É inadequado esse tipo de comportamento. Vamos dar oportunidade para que o deputado se explique. Precisamos ouvir o deputado Pedro Novais e saber se há uma explicação cabível", disse. "Não podemos condenar por antecedência."

Maia ponderou não ser natural a Mesa tomar a iniciativa de pedir a investigação. Por isso, vai esperar um pouco para ver se haverá algum pedido de apuração.

Já o PSOL aguarda providências da corregedoria antes de pedir abertura de processo contra Novais no Conselho de Ética. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), afirmou que o partido quer avaliar bem o processo para evitar o que ocorreu com a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), absolvida pelo plenário da Câmara sob a argumentação de que o fato de que era acusada ocorrera antes de ela assumir o mandato.

"Não queremos repetir a farsa que se tornou o processo de Jaqueline Roriz", disse, lembrando que foi o PSOL que pediu a cassação da deputada, flagrada em vídeo recebendo dinheiro do pivô do "mensalão do DF", Durval Barbosa.

Alencar espera que a corregedoria tome providências para apurar as denúncias contra Novais. "É dever da corregedoria apurar", reforçou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

O corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), afirmou que não cabe a ele tomar a iniciativa de abrir processo contra Novais. Segundo ele, a corregedoria atua quando é provocada.

PARA LEMBRAR

Câmara livrou deputada

A Câmara arquivou, no dia 30 de agosto, o pedido de cassação do mandato da deputada Jaqueline Roriz . Em março, o Estado revelou um vídeo gravado em 2006 onde ela aparece recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do esquema que ficou conhecido como "mensalão do DEM". O argumento usado pela defesa de Jaqueline foi que ela não era parlamentar na época do mensalão.

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