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Novas denúncias de ´mulas´ do tráfico em Franca

Com a divulgação dos recentes casos de "mulas", pessoas que levam cocaína no estômago para o exterior, a polícia de Franca, na região de Ribeirão Preto, está recebendo informações de outras quadrilhas que usariam o mesmo esquema. "Isso também incentivou algumas mulheres de pessoas presas no exterior a virem até a delegacia e nos informar sobre a situação de seus maridos", diz o delegado João Walter Tostes Garcia, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Garcia informou que pelo menos três mulheres o procuraram nas duas últimas semanas para desabafar, já que não há o que fazer. "É irreversível", explica ele, referindo-se aos brasileiros de Franca presos em outros países pelo tráfico de drogas. "Elas falaram que os maridos, que foram detidos e ficaram desamparados pelas quadrilhas, ligam e informam sobre seus julgamentos e situações nos presídios", comenta Garcia. A maioria dessas pessoas está presa em Madri, na Espanha. O delegado espera que novas denúncias surjam para desmontar as quadrilhas.Além de Madri, Amsterdã (Holanda) e Oslo (Noruega) são os destinos dos "mulas" francanos. O delegado Garcia aguarda ainda, para a próxima semana, que a Justiça decrete a prisão preventiva de oito pessoas já ouvidas e que confessaram ter feito tráfico nos últimos anos. Um deles é o cabeleireiro José Joaquim de Matos, encarregado dos "testes" (ingestão de cápsulas de farinha) e passaportes e a outra é a pespontadeira de calçados Marta Aparecida de Souza, que bancava o transporte dos recrutados.

Agencia Estado,

31 de maio de 2002 | 14h57

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