Novas operações em favelas do Rio não estão descartadas

O secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, e o chefe do Estado Maior do Comando Militar do Leste, general Hélio Macedo, disseram na manhã desta quarta-feira que poderão ser realizadas novas operações em favelas do Rio em busca de armamentos de calibres controlados pelo Exército que estejam em poder de criminosos.Ainda não há nada marcado, disse Itagiba, mas a disposição existe. Além disso, deverão ser montadas ações pontuais para a prisão dos envolvidos no roubo das armas do Estabelecimento Central de Transporte, ocorrido no dia 3 de março. Eles não revelaram detalhes sobre a investigação, como a identificação dos suspeitos. O general disse apenas que os militares que estavam de plantão no ECT continuam detidos. O prefeito Cesar Maia declarou nesta quarta-feira que a situação no Rio de Janeiro seria bem diferente se o Exército resolvesse ocupar as favelas da Rocinha, Maré, do Jacarezinho e do Complexo do Alemão, os quatro principais pontos do tráfico de drogas na cidade. De acordo com ele, "a entrada na Rocinha tem um peso muito grande porque a Rocinha responde por 35% do tráfico de drogas no varejo no Rio de Janeiro".Armas recuperadasNo 12º dia de operações militares no Rio, o Exército recuperou, na tarde desta terça-feira, os dez fuzis e a pistola roubados de um quartel da cidade no dia 3. Eles foram encontrados por volta das 18h30, numa "trilha ao lado da região conhecida como Esqueleto, próximo da Estrada das Canoas, em São Conrado", conforme informaram o Comando Militar do Leste (CML) e a Secretaria de Segurança. O Exército admitiu que a localização das armas foi revelada por traficantes preocupados com o prejuízo para as vendas de uma ocupação realizada na Rocinha.Na manhã de ontem, além da Rocinha, os militares ocuparam a favela Curral das Éguas, na zona oeste, por volta das 6 horas. Trezentos homens tomaram ruas, vielas e uma passarela que dá acesso à favela. Seis veículos blindados e um helicóptero reforçaram a operação.

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