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Novas testemunhas serão ouvidas sobre morte de jornalista

Novos depoimentos de testemunhas da morte da jornalista Sueli Jacinto, de 42 anos, serão tomados na segunda-feira no fórum de São Vicente. Ao todo, 28 pessoas foram arroladas pela acusação e ontem foram ouvidas as duas primeiras: a menor J., de 13 anos, e o delegado Carlos Baptista. Sueli foi encontrada morta na cozinha de uma casa de veraneio durante a sua lua-de-mel, em dezembro do ano passado. Ela estava caída no chão, com as mãos e os pés amarrados para trás. A cabeça estava dentro de uma bacia, com água e sangue. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, o taxista Claudionor Almeida Souza, que teria assassinado a mulher com a ajuda da menor.Durante 5 horas, J. confirmou seu depoimento anterior, afirmando que Claudionor matou Sueli, e admitiu que ajudou o taxista na execução do crime. Claudionor acompanhou as audiências e, na saída, voltou a jurar inocência.O promotor Walfredo Cunha Campos revelou que a menor confirmou o que já tinha dito, e acrescentou mais detalhes. ?Tudo com muita coerência", afirmou. Ele entende que esse depoimento é fundamental, pois J. é uma testemunha ocular do crime, e que Claudionor será pronunciado e irá a juri popular. O taxista levantou em outra oportunidade suspeita sobre um namorado da adolescente, Tiago Martins, que seria um marginal perigoso. "Esse Tiago não existe, é criação da mente doentia de Claudionor e foi inventado por ele para que ela usasse quando fugia de casa".Segundo o promotor, a menor revelou que, durante o planejamento do assassinato de Sueli Jacinto, o taxista disse a ela que, se alguma coisa desse errado, citasse o nome de Tiago Martins, e nunca o seu nome. Em sua primeira versão, a menor atendeu a recomendação do taxista, mas depois contou a história que vem mantendo. Claudionor e a menor mantinham encontros amorosos.No depoimento prestado no mês passado, Claudionor jurou inocência e levantou suspeição sobre Tiago Martins e disse acreditar que a menor tinha acusado-o pela morte da mulher para esconder o suposto namorado.Claudionor e Sueli se casaram no dia 16 de dezembro na capital e, depois da festa, seguiram para a lua-de-mel numa casa de veraneio em Praia Grande. Alegando esquecimento dos documentos em São Paulo, Claudionor retornou logo depois para buscá-los. No mesmo dia, Sueli foi assassinada com requintes de crueldade: foi amarrada, teve sua cabeça coberta por um saco plástico de lixo e levou uma violenta pancada com um rolo de macarrão.Ao voltar, o taxista revelou que encontrou a casa fechada. Procurou a mulher em lanchonetes, pronto-socorros e, pela manhã, ao conseguir entrar na casa, encontrou Sueli Jacinto morta. A polícia logo suspeitou de Claudionor e iniciou as investigações, chegando à menor, que confessou ser amante do acusado e a participação no crime. Ela está internada numa unidade da Febem da capital e ele continua preso no Centro de Detenção Provisória de Sào Vicente.

Agencia Estado,

25 de março de 2003 | 18h09

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