Novatas e veteranas têm espaço na guerra de egos

Neste carnaval, a média de idade das rainhas de bateria ficou em 30 anos. Pode parecer muito, considerando-se que o posto exige forma impecável e disposição para sambar por 590 metros. Nada disso. Se Luma de Oliveira, de 44 anos, provou que sambar é como andar de bicicleta, Luiza Brunet, 46 de idade, 25 de Sambódromo e 10 de Imperatriz, esnobou, usando maiô quando poderia estar de biquininho. Há mais de uma década na avenida, Adriane Galisteu, de 36, à frente dos ritmistas da Unidos da Tijuca, e Viviane Araújo, de 34, do Salgueiro, exibiram a competência de sempre. Mas sobrou flash também para as novatas Valesca Popozuda e Juliane Almeida, na Porto da Pedra e Viradouro. Egressas do funk e do axé, respectivamente, não decepcionaram. Valesca, de 30, tinha até faixa com seu nome na arquibancada e se esforçou para merecê-la. Na concentração, misturou funk ao samba - foi até o chão. "Não posso decepcionar meus fãs." Dançarina do É o Tchan, Juliane, de 23, foi melhor. Não tem o carisma da antecessora Juliana Paes, que deixou a Viradouro como melhor madrinha da nova geração. Mas é muito graciosa e samba mesmo. "Sou do carnaval. Minha mãe foi porta-bandeira." A atriz Paola Oliveira, de 26, que estreou como rainha da Grande Rio, tem ginga, um rosto lindo e um corpo enxutíssimo (houve maldoso dizendo que ela estava acima do peso, por aparecer nos ensaios sempre "muito vestida"). Só faltou um pouquinho de sal. Vontade sobra. "Isso aqui é de responsa." As debutantes, no entanto, ainda estão longe de ganhar a avenida como uma Luiza. Alheia às picuinhas, ela dessa vez mandou um recado para quem acha que só com bumbum grande e silicone GG se chama atenção na Sapucaí. "Carnaval é glamour e beleza, não só bumbum e peito de fora", disse a veterana.

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