Nove afogamentos ocorreram no litoral de SP durante ano-novo

Estatística contabiliza apenas óbitos em praias mais procuradas; perfil do afogado é de jovem

Rejane Lima,

04 Janeiro 2010 | 16h57

Nove pessoas morreram afogadas e uma desapareceu nas praias paulistas durante os quatro dias do feriado prolongado do réveillon. Da última quinta-feira, 31, até o domingo, 3, o Corpo de Bombeiros contabilizou pelo menos 161 salvamentos no litoral de São Paulo. Em 2009, foram três mil salvamentos e 98 óbitos.

 

"Esses foram os salvamentos catalogados, que temos nomes e endereços das pessoas, mas também há aqueles que os guarda-vidas não têm tempo de registrar", informou o Tenente Carlos da Silva, do 17º. Grupamento de Bombeiros, o Salvamar Paulista, localizado no Guarujá.

 

Segundo ele, a estatística contabiliza apenas os afogamentos ocorridos nas praias mais procuradas pelos banhistas. "Praias desertas e de acesso mais difícil não entram nessa estatística. Além desses oito óbitos, teve um jovem que morreu afogado ontem na praia de Cassandoquinha, entre Caraguatatuba e Ubatuba", disse o tenente, que descarta uma comparação com os números do réveillon passado, alegando que na virada de 2008 para 2009, o feriadão teve menos dias.

 

Nesse feriado, cinco pessoas morreram afogadas na sexta, três no sábado e uma no domingo, sendo sete homens de até 31 anos e duas mulheres. Entre as vítimas, três morreram em Itanhaém, duas em Bertioga, uma em Mongaguá, uma em Ilha Comprida e duas em Praia Grande, onde outro jovem permanece desaparecido desde esta sexta-feira, 01. Os bombeiros seguem as buscas pelo corpo.

 

Apesar das particularidades de cada praia e seus freqüentadores e de variantes como meteorologia e condições do mar, o tenente afirma que o perfil do afogado continua o mesmo dos últimos anos, em todo o litoral: jovens (homens) de 17 a 25 anos que moram na Grande São Paulo.

 

"O perfil é praticamente o mesmo das mortes em acidentes de trânsito. Os jovens costumam achar que com eles, nada vai acontecer, por isso dirigem em alta velocidade e vão até o fundo do mar. O consumo de bebida alcoólica é outro agravante, com o álcool as pessoas perdem a noção de perigo. Álcool e mar não combinam, a mesma campanha do trânsito fazemos aqui", completa o tenente.

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