Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Nove presos são mortos no MT; rebelados mantêm reféns

Já são nove os presos mortos em uma disputa de facções rivais pelo controle do tráfico de drogas na Cadeia Pública de Santo Antônio de Leverger, a 35 quilômetros de Cuiabá. O motim começou por volta das 9h30 e até o começo da noite dois agentes carcerários permaneciam como reféns. Os presos atearam fogo em colchões e no prédio. Eles protestam contra a superlotação, reivindicam revisão de penas e querem a transferência de detentos.Representantes da Comissão de Gestão da Crise no Sistema Penitenciário do Mato Grosso estão negociando com os rebelados a libertação dos dois reféns, um deles identificado como José Maria Dias Neves, de 34 anos. Os presos só aceitam libertá-los após suas reivindicações serem atendidas. Integram a comissão o juiz Francisco Bráulio Vieira, o promotor José Medeiros e a representante da OAB-MT, Betsey Miranda.Os nove presos foram mortos a golpes de chuços - armas artesanais fabricadas pelos próprios detentos. Durante toda a tarde e começo da noite, parentes de detentos esperavam a divulgação da relação de nomes dos mortos. Até as 17h30 ela não havia sido divulgada.Segundo o diretor da Polícia Civil do Mato Grosso, Milton Teixeira, não há intenção de invadir o presídio para liberar os reféns. "Vamos negociar à exaustão para sabermos quais reivindicações podem ser atendidas", disse Teixeira. De acordo com ele, uma das principais reclamações dos presos é a superlotação na cadeia. Com capacidade para 60 detentos, ela abriga 180 presos.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2001 | 18h41

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.