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Novo comandante da PM no Rio promete "peso da lei" a maus policiais

Em meio a sucessivas denúncias de participação de policiaismilitares em crimes, o novo comandante da Polícia Militar do Rio de janeiro , coronel Hudson Miranda, tomou posse neste sábado anunciando mais policiamento nas ruas, a fim de reduzir os índices de criminalidade, e dando um recado claro à tropa: ?Aqueles que optarem pelo desvio de conduta sentirão imediatamente o peso da lei?, afirmou, em seu discurso. Miranda disse ainda que os policiais que trabalham no setor de administração dos quartéis sairão às ruas já na semana que vem. A chamada ?operação fecha quartel? aumentará o efetivo em mil PMs. Serão reestruturadas duas unidades estratégicas, o Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) e o Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam), que farão o patrulhamento preventivo, a fim de evitar falsas blitze promovidas por criminosos.O Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite dacorporação, voltará a atuar à noite, com apoio do Batalhão de Choque. ?O principal objetivo é o controle da criminalidade?, afirmou ocomandante, lembrando que os efeitos das mudanças não serão sentidos imediatamente. Ele se reunirá na manhã deste domingo com os comandantes de todos os batalhões do Estado para passar as novas diretrizes. Miranda, que deixou o cargo de sub-inspetor de polícia, quer também dar mais ênfase ao trabalho das corregedorias e da Inspetoria Geral. ?É inadmissível que o servidor público comprometido com o bem-estar da sociedade venha a trilhar os caminhos obscuros da ilegalidade, seja por qualquer motivo?, disse. ?Não daremos trégua enquanto eles não forem extirpados do seio da corporação e do convívio da sociedade.? Ele negou que a polícia do Rio seja a mais violenta do País. Durante a solenidade de troca de comando, à qual estiveram presentes a governadora Rosinha Matheus e o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, o ex-comandante, coronel Renato Hottz ? que ficou um ano e meio no posto e foi exonerado em meio a uma onda de crimes graves envolvendo policiais ?, fez um discurso de despedida emocionado. Com voz embargada, ele desabafou: ?O PM tem o direito de ser tratado como fundamentalmente bom e honrado e não como basicamente mau, porconta dos desvios de conduta de alguns poucos que não honram aprofissão e propiciam a generalização da falsa idéia de que a PM é oúnico segmento da socieadade imprestável.?Nas últimas semanas, policiais têm sido acusados de envolvimento em casos de homicídio, extorsão e seqüestro. Na semana passada, dois auxiliares de Hottz, o comandante e o subcomandante do 15º Batalhão da PM, foram exonerados porque seus subordinados são suspeitos de extorquir motoristas de Kombis e vans. PMs também são acusados de seqüestrar um comerciante num shopping de Cachambi, na zona norte. Ele foi encontrado morto dias depois, na Cidade de Deus, zona oeste.

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