Novo diretor da Bienal toma posse, apesar de imbróglio

O empresário Heitor Martins foi empossado ontem como presidente da diretoria executiva da Fundação Bienal de São Paulo, no prédio da instituição, com a presença de 32 dos 60 conselheiros da entidade. A posse de Martins, porém, não é oficialmente válida porque o Ministério Público do Estado (MPE) tem de formalizar a ata de reunião em que foi eleito. No dia 17, o órgão enviou à Bienal documento pedindo esclarecimentos sobre a eleição de Martins e sua diretoria. A instituição respondeu no dia 21. Até ontem, o MPE não havia manifestado se acatou as respostas. "Não tinha expectativa de que o MPE se pronunciasse hoje (ontem), mas vejo o processo com muita tranquilidade", disse Martins. O ofício é do promotor curador de fundações Airton Grazzioli. Como ele estava de férias, segundo o MPE, o documento foi assinado pela promotora Ana Maria Garms, que não quer se pronunciar. Grazzioli tem até sexta para dar parecer e validar a eleição. A posse do presidente diretor, eleito em 28 de maio, foi apenas uma solenidade. "Não havia impedimento de se fazer a posse", disse Miguel Alves Pereira, presidente do Conselho de Administração. Foram apresentados os sete novos conselheiros, que entraram nas vagas na reunião que elegeu Martins: Alfredo Egydio Setúbal, Carlos Jereissati, José Olympio Pereira, Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho, Susana Leirner Steinbruch, Tito Enrique da Silva Neto - indicados por Martins - e Cacilda Teixeira da Costa. Também foi apresentada a diretoria de Martins, formada por Eduardo Vassimon (1º vice-presidente), Justo Werlang (2º vice), Luis Terpins, Pedro Barbosa, Jorge Fergie, Lucas Melo, Miguel Chaia e Salo Kibrit. O MPE questiona três pontos-chave: a entrada de novos conselheiros - a reforma do estatuto da Bienal prevê redução; quais os membros estatutários da diretoria executiva - devem ser quatro; e o contrato da Bienal com a feira internacional SP Arte, dirigida por Fernanda Feitosa, mulher de Martins. A Bienal responde que a reforma do estatuto só valerá em junho de 2010, quando reduzirá o conselho a 45 membros (15 vitalícios); que os estatutários são Vassimon, Werlang, Terpins e Barbosa; e que o contrato foi firmado antes da eleição de Martins.

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