Novo horário para tirar passaporte não evita fila de centenas

A Polícia Federal implantou nesta segunda-feira, 30, o novo horário de atendimento ampliado para emissão de passaportes. Embora a idéia seja reduzir o tempo de espera na fila, os paulistanos que aproveitaram o feriado para tirar o passaporte enfrentaram longas filas nesta manhã. Apenas 500 pessoas foram atendidas, os 60 restantes tiveram de voltar para casa. Quem arriscou esperar, mesmo sem senha, corre o risco de não ser atendido nesta segunda-feira. A fila na frente na Superintendência da PF na Lapa, na zona oeste de São Paulo, começou a se formar à 0h30, com a chegada do primeiro. Quem chegou às 8h30 da manhã ainda conseguiu senha para ser atendido nesta segunda. Após passar pela triagem, o solicitante ainda enfrenta outra fila para entregar os documentos e dar entrada no pedido. A atendimento nos guichês demora, em média, 30 minutos, uma vez que é preciso tirar as impressões digitais e a foto para o novo modelo de passaporte. Os funcionários da Polícia Federal não garantem o funcionamento até às 22h, já que a abertura até o fim da noite é em caráter experimental. Os funcionários também estão se adaptando ao novo horário. A partir de quarta-feira, dia 2, a meta da PF é tentar reduzir o tempo de espera na fila. ?Nessa primeira fase, a idéia é funcionar até por volta de 22 horas?, revela o superintendente da PF em São Paulo, Geraldo José de Araújo. Atualmente, o expediente se encerra às 17 horas. Além de estender o horário de funcionamento nos guichês, o comando da PF em Brasília autorizou a unidade paulista a contratar mais 11 funcionários para auxiliar na tarefa. Demanda Hoje, a Superintendência em São Paulo tem conseguido receber entre 300 e 400 pedidos de passaportes por dia, frente uma demanda histórica de 600 solicitações diárias. Nos últimos três dias, as filas têm se formado ainda de madrugada e quem não chega até as 7 horas, uma hora antes da abertura dos portões, dificilmente consegue dar entrada na documentação. Não bastasse a demanda excessiva, a PF também vem enfrentando problemas técnicos. Na semana passada, o diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Sérgio Rosa, admitiu parcela de culpa pelas filas em São Paulo e disse ter entrado em contato com a PF para ?examinar saídas? para a crise. Técnicos do Serpro estão trabalhado para incrementar as conexões de internet e substituir os processadores de alguns terminais de atendimento por versões mais modernas. Com a configuração atual, a Superintendência da PF tem levado de 30 a 40 minutos para concluir um atendimento. Após a atualização do sistema, a espera deve cair para 15 minutos, prevê o Serpro. ?Em alguns dias, tudo vai ser sanado?, prometeu Rosa. ?Se for preciso, vamos instalar mais computadores, mesmo que depois tenhamos de transferi-los para outra região?. Colaboraram Bruno Tavares e Rodrigo Pereira

Agencia Estado,

30 Abril 2007 | 13h15

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