Novo incidente envolve presidente do TRE-SE

Três meses depois de atentado, sítio de um sobrinho do desembargador Luiz Mendonça é invadido

Antonio Carlos Garcia, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2010 | 00h00

Sete homens armados, dois deles encapuzados, tentaram assaltar, por volta das 21 horas do sábado, um sítio, na praia do Robalo, que pertence a um sobrinho do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe, desembargador Luiz Mendonça. Os assaltantes teriam levado alguns telefones celulares.

A Polícia Militar chegou a ser acionada e cercar o local, mas não conseguiu prender ninguém. A notícia do assalto chamou a atenção porque no dia 18 de agosto quatro homens tentaram matar o desembargador Luiz Mendonça quando ele se dirigia para o trabalho.

A primeira informação chegada à PM é que o alvo seria o sítio do desembargador, mas o comandante de policiamento da capital, coronel Maurício Iunes, disse que ligou para Mendonça e constatou que ele estava em sua residência, em Aracaju, e não sabia o que estava acontecendo. Na conversa com o desembargador, o coronel Iunes confirmou que o sítio pertence a um sobrinho de Mendonça.

Policiais militares que atenderam a ocorrência disseram que o sobrinho do desembargador, chamado Fernando, chegou ao sítio e buzinou para que alguém abrisse a porteira, mas ninguém saiu para atendê-lo. Ele percebeu uma movimentação estranha e disse ter ouvido um disparo dentro do sítio.

Atentado. A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe informou, em nota, que o assalto não tem nenhuma relação com o atentado sofrido pelo desembargador, e que as investigações para elucidar os dois casos - o atentado e o assalto - prosseguem.

Na quinta-feira completa três meses que o desembargador foi alvo do atentado e até o momento ninguém foi preso. O delegado que investiga o caso, Thiago Leandro, afirmou que o caso vem sendo tratado sob absoluto sigilo e não passa nenhuma informação. O desembargador Mendonça saiu ileso, mas o motorista dele, o cabo da PM Jailton Pereira foi baleado na cabeça, passou dois meses internado e agora está em casa. O PM fala pouco e está com o lado esquerdo do corpo paralisado.

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