Novo ministro promete respeitar os interesses estratégicos do País

Amorim afirma que será um 'servidor do Estado' e vai respeitar planos já[br]definidos; conversa com comandantes será hoje

Adelson Barbosa dos Santos, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2011 | 00h00

O futuro ministro da Defesa, Celso Amorim, fez elogios ontem ao antecessor, Nelson Jobim, e reconheceu que a Defesa tem uma estratégia definida e prometeu respeitar interesses estratégicos da Nação. Ele admitiu a satisfação com o convite feito pela presidente Dilma Rousseff para integrar o primeiro escalão. Amorim terá hoje, em Brasília, o primeiro encontro com os comandantes das três Forças, que não digeriram a indicação do novo titular da Defesa.

"Evidentemente eu tenho muito apreço pelo trabalho feito pelos meus antecessores, inclusive o ministro Nelson Jobim. Eu acho que a Defesa tem um projeto importante, há uma estratégia nacional de defesa, que foi definida. Eu, durante a minha vida inteira, fui um servidor do Estado brasileiro e é o que pretendo continuar ser, sempre abrindo essa condição de servidor do Estado para um diálogo com a sociedade, mas sem perder de vista também os interesses maiores, estratégicos da Nação", afirmou o novo ministro, que participava ontem de um evento na Universidade Estadual da Paraíba.

O ex-ministro de Relações Exteriores de Lula tentou demonstrar engajamento com o atual governo. Agradeceu a confiança de Dilma - "a quem eu, no governo, pretendo servir e trabalhar com o mesmo afinco e empenho com que trabalhei em outras funções".

Amorim fez apenas um rápido pronunciamento, e cancelou uma entrevista coletiva que havia marcado. Ele deve se encontrar hoje com a presidente.

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