Novo pacote anti-violência será entregue a Lula nesta quinta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, nesta quinta-feira, do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a versão finaldo novo pacote de medidas de combate a violência no Rio, que deve ser apresentado na próxima sexta à governadora do Estado, Rosinha Matheus.Desta vez, o governo decidiu guardar segredo sobre as principais medidas que serão sugeridas mas, mesmo assim, o vazamento de algumas informações ocorreram na segunda-feira, causando irritação no Palácio do Planalto.Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa, José Viegas, afirmou que o Exército deixará nesta sexta as ruas do Rio, e não há a possibilidade de prorrogação do prazo. No sábado passado, quando se reuniu com Thomaz Bastos e com Viegas, Rosinha já sabia de todas as sugestões que a União iria fazer ao governo do Estado, principalmente a de uma intervenção branca nas polícias locais.Desta vez, a intenção é fazer um trabalho conjunto, baseado em contratos de adesão entre os diversos orgãos públicos ? federais e estaduais ? ligados ao setor. Outra medida é o envio de um maior número de homens da Polícia Federal para o Rio, após a realização de novo concurso público.Nesta quarta, porém, ocorreu o segundo deslize do governo. Um encontro entre o secretárionacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, e o secretário de Segurança doRio, Josias Quintal, que será realizada nesta quinta, estava sendo mantido em sigilo.Será apenas uma reunião técnica de preparação da pauta do encontro dos ministros com Rosinha, mas Soares fez o anúncio, durante entrevista ao vivo a uma emissora de televisão do Rio. Os dois já trabalharam juntos no Estado, durante a gestão Anthony Garotinho, mas hoje são desafetos.O governo também já tem duas decisões tomadas. A primeira é não aceitar o presídio Bangu 3; a segunda é retirar o Exército das ruas. Nesta quarta, Viegas voltou a confirmar que não há a menor hipótese de este prazo ser prorrogado. "Nossa percepção do problema é que, uma vez passada a emergência que motivou a presença das tropas nas ruas, cessa o efeito prático e elas se transformam em um alvo, commuito pouco impacto sobre a região do Rio", declarou o ministro."O governo tem todo o interesse de garantir a segurança da população e isso tem de ser feito por meios adequados e este (Forças Armadas nas ruas) não seria o meio adequado.? Viegasconfirmou que a participação das Forças Armadas é restrita no novo plano de combate à violência.O embaixador Viegas esclareceu ainda que a atuação dos militares será feita principalmente na área de inteligência e apoio logístico. De acordo com o ministro, nos planos do governo federal não está prevista a volta dos militares para as ruas porque este fato foi "episódico".Apesar de as tropas federais deixarem as ruas nesta sexta-feira, elas permanecerão desobreaviso nos quartéis para serem acionadas, em caso de emergência.Quanto à transferência do narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar, o ministro da Defesa afirmou que o governo federal já assegurou que para o Rio de Janeiro ele não voltará. Mas, segundo Viegas, quem poderá falar melhor sobre esse assunto, é o ministro daJustiça.Veja o especial: Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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