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Novo partido amplia desfalque no DEM

Dos cerca de 25 prefeitos do Estado que assinaram fichas de filiação no PSD, oito são originários do Democratas

José Maria Tomazela, Sorocaba, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2011 | 03h04

Na reta final do prazo de filiação para quem quer concorrer às eleições de 2012, encerrado ontem, o PSD ampliou o número de baixas nas prefeituras do DEM em São Paulo. De acordo com levantamento preliminar feito pelas coordenações regionais, o partido dos democratas foi o que mais cedeu detentores de mandatos à nova sigla. Dos cerca de 25 prefeitos que já assinaram fichas de filiação, 8 são do democratas.

A expectativa do PSD é filiar 35 atuais prefeitos paulistas na legenda. O prazo de filiação vai até o dia 28 para aqueles que não vão concorrer a cargo eletivo em 2012.

O número de vereadores que ingressaram no PSD também é grande. Só na região de Rio Preto, cerca de 300 foram para a sigla do prefeito Gilberto Kassab, segundo o deputado Eleuses Paiva, coordenador do novo partido na região. "Vamos ter candidatos a prefeito em mais de 70% das cidades", disse.

Depois de filiar Dárcy Vera, prefeita de Ribeirão Preto, e Marco Bertaiolli, de Mogi das Cruzes, o partido de Kassab anunciou a filiação do democrata Ézio Spera, prefeito de Assis. Spera, que não concorrerá às eleições em 2012 por já estar no segundo mandato, levou com ele três vereadores locais - Márcio Martins, Arlindo Alves de Souza e Ana Santa Ferreira - todos egressos do DEM. Um deles disputará a prefeitura.

O partido dos democratas cedeu também para a nova sigla o prefeito de Pontal, na região norte do Estado, Antonio Frederico Venturelli Júnior. Outros prefeitos do DEM já haviam anunciado a ida para o PSD: Silvio Peccioli, de Santana do Parnaíba; Wagner Antunes Filho, de Leme; e Roberto Hamamoto, de Caieiras.

Outras baixas. A nova legenda causa baixas também em outras siglas. O prefeito de Cerqueira César, José Rossetto, deixou o PTB para se filiar ao PSD. Outros petebistas com mandatos migraram para o PSD: o vereador Hélio Godoy, de Sorocaba, um dos maiores colégios eleitorais do interior, fez a troca com a intenção de disputar a prefeitura no próximo ano. Já o vice-prefeito de São Roque, Miro Manfredi, trocou de sigla, mas vai apoiar para a prefeitura o vereador Paulo de Oliveira, que deixou o PSDB.

Os prefeitos de Dumont, Adelino Carneiro, e de Piraju, Francisco Rodrigues, trocaram o PP pela nova legenda. Em Piraju, o PSD levou também o presidente da Câmara, Brandini do Gás, também do PP.

Em Ribeirão Preto, além da prefeita, quatro vereadores e dez secretários municipais passaram a integrar o novo partido. Em Cotia, na Grande São Paulo, o PSD conseguiu a adesão do vice-prefeito, Moisés Cabrera, que deixou o nanico PHS.

Outro alvo do PSD, o PV se viu desfalcado da deputada estadual Rita Passos e do seu marido, o prefeito de Itu, Herculano Passos Júnior. "Estamos com o Kassab desde o início. Como não sou candidato à reeleição, não tive problema em sair do partido", disse Herculano, que coordena o PSD na região de Sorocaba. "Agora que a situação está definida, estamos recebendo uma verdadeira enxurrada de filiações", comemorava ontem.

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