Novo prefeito de Holambra (SP) acusa antecessora de saque de equipamentos

Fernando de Godoy (PTB) disse ter encontrado a prefeitura sem computadores e móveis

RICARDO BRANDT, Agência Estado

04 de janeiro de 2013 | 19h09

A transição de governo na prefeitura de Holambra, a cidade das flores paulista, virou caso de polícia. O atual prefeito, Fernando de Godoy (PTB), registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil denunciando sua antecessora, Margareti Groot (PPS), pelo saque de equipamentos e péssimas condições encontradas no paço municipal.

Quando chegou para trabalhar, no dia 1º, o prefeito e sua equipe disseram ter encontrado uma prefeitura sem computadores, faltando mesas, cadeiras, aparelhos de televisão e documentos. Na mesa do prefeito estava um terminal de computador aberto, porém sem o disco rígido com a memória. Da sala de reunião, anexa ao gabinete, foram levados todos os móveis. As paredes estão mofadas e com a tinta descascando, os tetos estão com infiltração.

No pátio estavam veículos oficiais, porém faltando peças. Os carros estariam parados há mais de um ano. Entre eles, os ônibus que serviam para levar pacientes até o Hospital de Clínicas (HC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Eles estão com os pneus furados e sem condições de uso. Godoy, que venceu nas urnas a ex-prefeita, disse ainda que falta dinheiro em caixa para pagar os salários de dezembro. Os holerites impressos estão parados na mesa da Secretaria de Recursos Humanos.

Segundo o prefeito, a folha é de R$ 2,2 milhões e no caixa municipal foram encontrados apenas R$ 500,00. Godoy afirmou que vai esperar a entrada dos pagamentos de impostos de janeiro para quitar essa dívida com o funcionalismo.

Policiais civis estiveram na quinta-feira, 3, no paço para constatar a falta de equipamentos. Uma sindicância aberta pelo prefeito fará um levantamento no inventário de patrimônio do Executivo com o objetivo de listar todos os itens que faltam na prefeitura. Essa lista será entregue à polícia. O inquérito deve ser conduzido pelo delegado Marcelo Grandineti.

Educação. Outra situação crítica denunciada pelo novo prefeito foi na Educação. Uma creche foi interditada nesta sexta-feira pela Vigilância Sanitária por falta de condições sanitárias. Além de várias irregularidades, a sujeira no local surpreendeu. Foram encontradas fezes de ratos nos armários da cozinha. Durante esta semana, 50 crianças atendidas na creche Colmeia serão transferidas para outras unidades.

Outra creche recém-inaugurada na cidade também não seria usada há tempos, segundo denúncia do novo prefeito, devido à falta de equipamentos. Apesar disso, em uma creche fechada em 2011, na zona rural, foi encontrado um verdadeiro depósito de materiais, alguns deles nunca usados e apodrecendo. Amontoados no antigo espaço do refeitório, estão cadeiras escolares sem uso, berços de madeira ainda acondicionados em caixas, apodrecendo com a umidade, e cadeiras próprias de uso em refeitórios. Margareti Grotti, a ex-prefeita, não foi localizada para falar a respeito da situação alegada pelo atual prefeito.

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