Novo secretário quer fortalecer corregedorias

Ferreira Pinto disse que órgãos serão ?redutos de seriedade?

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2009 | 00h00

Fortalecer as Corregedorias das Polícias Civil e Militar, tornando-as "redutos de seriedade e de combate à corrupção". Essa foi a primeira ação que o novo secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, anunciou desde sua posse no cargo. O novo titular da pasta confirmou ontem a permanência de Guilherme Bueno de Camargo como secretário adjunto. Ligado ao secretário Luiz Antônio Marrey (Justiça), Camargo está na pasta desde maio de 2008, quando substituiu Lauro Malheiros Neto.Ferreira Pinto afirmou que todas as denúncias de corrupção que atingiram a polícia e o gabinete da secretaria serão investigadas "com toda transparência". "Vamos punir aqueles que são responsáveis por desvios que comprometem as instituições. Se pudermos classificar uma meta, essa é uma: fortalecer a corregedoria e cobrar responsabilidades", disse.Ferreira Pinto disse que estuda medidas para reforçar as corregedorias, mas descartou a unificação delas, pois, segundo ele, cada polícia tem as suas características. O combate à corrupção não é novidade para o secretário. Ele ajudou a mandar para cadeia, em 1989, a quadrilha de policiais que havia se instalado no antigo Grupo Antissequestro da Polícia Civil - quando se tornou amigo do delegado Guilherme Santana (morto em 2008), então corregedor da Polícia Civil. Fez ainda a apuração que mostrou o desaparecimento de mil processos na Justiça Militar, envolvendo um juiz, uma promotora e beneficiando centenas de PMs.Anteontem, o secretário havia dito que pessoas suspeitas em casos graves não terão cargos de confiança. Ferreira Pinto tem o hábito de conduzir pessoalmente e em sigilo apurações em seu gabinete. Foi assim na Administração Penitenciária, quando, sem alarde, descobriu a fraude na construção de presídios no interior, feitos com materiais de qualidade inferior à contratada pelo governo.O secretário confirmou que vai mudar as cúpulas das polícias - deve modificar também chefes de polícia no interior, entre eles o de Presidente Prudente. Anteontem, o delegado-geral, Maurício Lemos Freire, pôs o seu cargo à disposição. "Isso é uma coisa normal. Recebi a orientação de seguir o ritmo normal de trabalho." Coincidentemente, a Polícia Civil deflagrou ontem uma série de operações em São Paulo. "Estavam já planejadas", disse Freire. A nomeação do novo delegado-geral ocorre na próxima semana.

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