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Novo secretário quer manter comando das polícias

O promotor de Justiça Saulo de Castro Abreu Filho, que assumirá o cargo de secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo no próximo dia 22 disse que pretende convidar os atuais comandantes da polícia para permanecerem em seus cargos. Marco Antônio Desgualde é o delegado Geral da Polícia Civil e Rui Cesar Melo, o comandante da Polícia Militar no Estado. Abreu Filho se limitou a adiantar apenas esta decisão como uma das suas primeiras atuações no cargo. "Hoje não vou falar sobre estratégias. Primeiro porque ainda é cedo e, segundo, porque manter segredos é muito importante para combater o crime", afirmou o promotor.De acordo com ele é de extrema importância manter os comandantes em seus postos assim como a manutenção das relações com a Secretaria. "A troca de informação nesta área é fundamental e será cada vez mais incentivada", disse. Ele afirmou que vai continuar o trabalho do secretário Marco Vinicio Petrelluzzi, que deixa o cargo para disputar uma vaga de deputado Federal. "O programa do governo será perseguido, o trabalho de Petrelluzzi continuado, mas é claro que vou assumir meu estilo próprio para trabalhar", disse. O governador Geraldo Alckmin, que esteve presente na entrevista coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, ao lado de Abreu Filho e Petrelluzzi, disse que a estratégia de manter os dois comandantes em seus cargos foi inteligente. "Temos ainda um ano de governo pela frente e alterar estes nomes agora seria complicado, pois as polícias ficariam por aproximadamente um mês ainda sem saber quem seriam os substitutos e como eles iriam atuar, e nós não podemos perder tempo. Foi uma atitude de sabedoria e o novo secretário sabe que tem toda a liberdade para atuar.Abreu Filho preside a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) há exatamente um ano, no lugar de Benedito Duarte, que pediu demissão em meio à crise provocada pela fuga do menor Batoré, acusado de autoria de quinze homicídios. Em 2001, a Febem abriu 830 novas vagas, com a inauguração de seis unidades no interior e duas na capital. O volume de fugas e rebeliões nas Febens caiu durante o seu mandato de 750 para 60 e de 52 para 2, respectivamente. "Não fiz mágica. Procurei incentivar o máximo possível os trabalhadores no local e é isso que pretendo fazer com a polícia de São Paulo. Além disso tive a sorte de ter em minhas mãos o maior orçamento destinado à Febem deste o seu início, o que me foi muito útil", salientou.Antes de dirigir a Febem, Abreu Filho, de 40 anos, foi promotor de Justiça em São Paulo, passando por comarcas de cidades do interior e da grande São Paulo. Em 90, passou a titular do 1º Tribunal do Júri, de onde se afastou em março de 95 para ser corregedor-geral da Administração, na Secretaria de Governo e Gestão Estratégica.

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