Novo shopping center causa polêmica em Santo Amaro

O subprefeito de Santo Amaro, Nerilton Antonio do Amaral, vai convocar uma reunião, em data a ser definida, com moradores e comerciantes para discutir o projeto de construção de um novo shopping na esquina das Ruas Darwin e Borba Gato. Representantes dos Grupos Sonae Enplanta e Sonae Imobiliária, os empreendedores, serão chamados à reunião. Segundo a subprefeitura, o objetivo é avaliar possíveis impactos urbanos. Antes mesmo de começar, a obra é polêmica. Um grupo de moradores e comerciantes, dirigido pelo líder comunitário Luís Gustavo Hontou Valverde, se manifestou contra a obra. Acha que o shopping vai causar prejuízo ao comércio e o sistema viário é "inadequado" para absorver o impacto de uma obra com 70 mil metros quadrados de área construída, ante os 16 mil metros quadrados atuais. Valverde pediu à Prefeitura e ao Ministério Público que a obra seja embargada. "O que está havendo é a prepotência, é a força do poder econômico", criticou o advogado Giorgio Pignalosa, do escritório Pignalosa Advogados, que assessora Valverde. O diretor da Sonae Enplanta, Henrique Falzoni, rebateu as críticas. Argumentou que já existia ali o antigo Shopping Center Sul, que tinha 105 lojas. O novo projeto prevê 170 lojas, sendo 30 de serviços e inexistentes ali, e mais de 20 fast-foods. "Estamos recriando as 105 lojas e criando mais, que não existiam." Falzoni disse que a previsão de Valverde de impacto viário "não tem fundamento" e estudos já foram feitos sobre isso. Lembrou que o mesmo sistema viário já existia com o antigo shopping. Ele disse que aguarda a aprovação do empreendimento na Prefeitura, para iniciar a obra. O investimento é de R$ 65 milhões. Serão 60 mil a 65 mil metros quadrados de área construída, com 23 mil metros de área de loja, num terreno de 20 mil metros. Serão gerados 1.800 empregos diretos. Ainda não há nome oficial, mas faixas anunciam ali o Shopping Boavista. Segundo a subprefeitura, o zoneamento de Santo Amaro permite a execução do projeto e a movimentação de terra no local é permitida, porque não significa início de construção.

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