''Num Estado com uma dívida secular, tudo é prioridade''

Wilson Martins, candidato do PSB à reeleição

, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2010 | 00h00

Como fazer para aumentar a renda do Estado? Contar com o quê? Aumento de impostos?

Nos últimos sete anos, dobramos o tamanho do nosso PIB, mas precisamos crescer muito mais. Temos o caminho aplainado: investimos em infraestrutura - estrada, energia e suporte hídrico - e enorme potencial em áreas como agricultura, mineração e o setor industrial. Nosso cerrado tem apenas 5% de área explorada, e podemos ampliar a produção com uma política responsável e sustentável. Estamos atraindo grandes indústrias, especialmente no setor de alimentos. Se fizermos a roda da economia girar, como estamos planejando, vamos aumentar a renda.

Qual a estratégia principal para o seu governo?

O crescimento econômico é determinante para a distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida. Isso exige ações integradas: melhorar o ensino, com ênfase na educação para o trabalho; dar mais resolubilidade à saúde; levar segurança a todos; ter moradias; garantir a participação cidadã em todos os níveis e setores, como instrumento de inclusão; fortalecer infraestrutura produtiva e social.

Há alguma ideia para se ter uma economia sustentável?

Temos boas experiências aqui. Somos a principal fronteira agrícola aberta do Brasil, nos nossos cerrados. E somos o Estado com maior porcentual de reservas para preservação ambiental. Sou um desenvolvimentista, mas antes disso estou apegado aos princípios da sustentabilidade.

O Estado vai intensificar algum tipo de política em relação a educação, saúde ou habitação?

Num Estado com uma dívida social secular, tudo é prioridade. Na educação, superamos o desafio da oferta de vagas. Agora é a hora da qualidade, especialmente no ensino profissionalizante. Na saúde, vamos fazer um rigoroso controle de gestão. Na segurança, o próximo passo é melhorar a qualificação dos policiais e assegurar um suporte tecnológico.

O apoio aos candidatos presidenciáveis, em segundo turno, será importante em que sentido?

No meu caso, a proximidade com a Dilma é importante. Há uma afinidade que vai além do político, e isso é reconhecido pelo povo. Além disso, Dilma teve dois terços dos votos no Piauí e acredito que vai crescer ainda mais.

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