Número 2 da PF é preso em operação que investiga empresa de Eike

O diretor-executivo da PolíciaFederal, Romero Menezes, foi preso em seu gabinete nestaterça-feira, informou a assessoria de imprensa do órgão. Aprisão de Menezes, segundo homem na hierarquia da PF, é umdesdobramento da Operação Toque de Midas, que investigasupostas irregularidades cometidas pela empresa EBX, doempresário Eike Batista. Junto com Menezes foram presas outras duas pessoas noAmapá, origem da investigação. A PF encontrou indícios decorrupção passiva, tráfico de influência e advocaciaadministrativa (patrocínio de interesses privados junto àadministração pública). A assessoria de imprensa do órgão nãoespecificou quais acusações pesam sobre Menezes. "Segundo apurações, os dois investigados, ligados ao grupo(EBX), buscavam facilidades junto à Polícia Federal paraproveito das empresas", informou a PF em nota. A operação Toque de Midas foi inicialmente deflagrada emjulho após a Polícia Federal encontrar indícios de fraude nalicitação de uma estrada de ferro no Amapá. Na ocasião, foi realizada uma operação de busca e apreensãona casa e em alguns escritórios do empresário, mas nenhumaprisão foi realizada. Também nessa época, a MMX, uma dascompanhias do grupo de Eike, negou a existência deirregularidades. (Reportagem de Eduardo Simões)

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