Número de cidades atingidas por ataques em SC já supera o de 2012

Nova onda de ações criminosas deixou estragos em 19 municípios, contra 17 em novembro do ano passado; nesta quarta, casa de diretor de presídio foi alvo

Júlio Castro, especial para O Estado

06 Fevereiro 2013 | 11h04

Florianópolis - O número de cidades com registro de atentados provocados pela facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC) já é superior ao registrado em novembro do ano passado, quando teve início a primeira série de ações de protestos de criminosos pela melhoria nas condições nos principais presídios do Estado. Com mais sete ocorrências na noite de terça, 5, e madrugada desta quarta-feira, 6, agora já são 19, contra 17 de 2012, as cidades atingidas por ataques.

 

Nos últimos sete dias de ataques somam-se 60 registros, contra 66 no ano passado. Pelo menos quase metade (24) foram atentados contra ônibus de transporte urbano, sendo os demais, em maioria, contra instalações públicas ou residências particulares com ligação direta ao sistema de segurança pública de Santa Catarina.

 

O sétimo dia de barbáries começou, na madrugada, com a tentativa de incendiar a casa do diretor do Presídio Regional de Chapecó. O carro e a garagem da residência foram parcialmente danificados em um incêndio provocado por um artefato explosivo lançado por pessoas ainda não identificadas pela PM. Também em Chapecó, na região oeste, por volta de 1h, bombeiros foram acionados para controlar um incêndio que destruiu um ônibus de transporte coletivo na avenida Getúlio Vargas.

 

A 19ª cidade a entra na lista de ataques foi Indaial, próxima de Blumenau. Três coquetéis molotov foram lançados contra a garagem da empresa de ônibus Rainha. O fogo foi controlado e apenas um ônibus foi atingido. Houve atentados também na cidade de Tubarão, no sul, onde a carroceria de um caminhão foi incendiada. Segundo a PM, três homens teriam passado de moto pelo local e ateado fogo no veículo, estacionado em frente à casa do proprietário que, com ajuda de vizinhos, conseguiu controlar as chamas.

 

Em São José, na Grande Florianópolis, um ônibus particular estacionado em frente à residência de seu proprietário foi o alvo. Vizinhos também evitaram que o veículo fosse totalmente danificado pelas chamas.

 

Em Joinville, no norte do Estado, cidade com o maior número de atentados, com 15 até o momento, foram registradas duas ocorrências. Um ônibus foi incendiado por volta das 2h. A outra ação foi contra um carro abandonado. Após quebrarem os vidros, vândalos atearam fogo no veículo. A PM não soube informar se a ocorrência está associada aos atentados.

 

Na litorânea Navegantes, até a manhã desta quarta-feira, Bombeiros tentavam controlar um incêndio que atingiu uma fábrica de cordas no Bairro Machados. Foi necessária a intervenção do helicóptero da PM para ajudar a combater as chamas, além de cinco viaturas de Bombeiros de municípios da região. A PM tratou a ação como mais um atentado já que é a segunda vez que a fábrica é alvo dos bandidos. Em novembro do ano passado, também durante a primeira série de atentados, outro incêndio destruiu praticamente todas as instalações da empresa. O Bairro Machados é considerado como um dos mais perigosos da região.

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