Número de latrocínios aumenta 50% na capital paulista

No primeiro semestre, foram 55 casos de latrocínio na cidade de São Paulo, 4% a mais do que o total registrado no mesmo período do ano passado

O Estado de S. Paulo,

24 Julho 2012 | 22h11

A capital registrou nove casos de latrocínio no mês de junho. O número é 50% maior do que o total ocorrido no mesmo período do ano passado. Em compensação, houve diminuição em relação aos 16 casos de maio, quando foi registrado o maior número deste ano.

No primeiro semestre, foram 55 casos de latrocínio na cidade de São Paulo, 4% a mais do que o total registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são do Sistema de Informações Criminais da Secretaria da Segurança de São Paulo. O governo de São Paulo vai divulgar na quinta-feira, 26, os dados de crimes ocorridos no mês de junho no Estado.

Na segunda-feira, 23, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, já havia admitido que a criminalidade estava crescendo na capital. A afirmação foi dada durante a apresentação dos novos soldados que deverão atuar no patrulhamento de Guarulhos e região, ao comentar o assassinato do italiano Tommaso Lotto, de 26 anos, na tarde de sábado na Avenida 9 de Julho.

"Esses roubos praticados por ladrões de motocicleta têm mais agilidade, mobilidade. É um a mais que ocorre na capital. A gente lamenta, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e o Deic (Departamento de Investigação sobre Crime o Organizado) estão fazendo todas as investigações no sentido de elucidar o crime. Mas isso ocorre lá (no Itaim-Bibi), ocorre na Cidade Tiradentes, em Itaquera, no Jardim Ângela. Lamentavelmente, é a escalada da violência", disse o secretário na ocasião.

Resistências. Os casos de resistências seguidas de morte, crimes cometidos em supostos confrontos com a polícia, como o Estado já havia revelado, também caíram no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram 29 casos, enquanto no mesmo mês do ano passado ocorreram 63 resistências. No primeiro semestre, o total deste ano caiu 5%. Ocorreram 230 casos de resistência seguida de morte, enquanto no primeiro semestre do ano anterior foram 243 ocorrências. Os homicídios dolosos e as execuções, parte deles concentrada nos dias que se seguiram aos ataques a policiais por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), vão registrar aumento.

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