Número de mortes em Angra dos Reis sobe para 44

Corpo de menino entre 3 e 4 anos é encontrado no Morro da Carioca; já são 15 mortos no local

estadao.com.br,

03 Janeiro 2010 | 12h46

Os bombeiros encontraram na tarde deste domingo, 3, o corpo de uma mulher na Praia do Bananal, em Ilha Grande, no Rio. Com esta vítima, sobe para 29 o número de mortes causadas pelos deslizamento de terra na última sexta-feira na Enseada do Bananal, segundo a Prefeitura de Angra dos Reis.

 

Vista aérea da praia do Bananal, após o deslizamento de terra. Foto: Shana Reis/Divulgação

 

Neste domingo também foram localizados mais dois corpos no Morro da Carioca: o de um menino entre 3 e 4 anos, por volta das 15h30 e, pela manhã, o de uma menina de 6 anos. Com estas vítimas, o número de mortos no centro da cidade Angra sobe para 15.

 

De acordo com o coronel Jerri Andrade Pires, do 10º Grupamento do Corpo de Bombeiros, a estimativa é de que se chegue a 20 corpos no Morro, já que alguns moradores ainda reclamam do desaparecimento de familiares, por conta do deslizamento causado pelas das fortes chuvas na virada do ano.

 

Até o momento, o número de mortos em toda a região é 44.

 

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O prefeito de Angra, Tuca Jordão, pediu neste domingo que os moradores da área de risco da Praia do Jardim 2 não retornem para casa. Os membros das 12 famílias desalojadas do bairro Sapinhatuba III, que fica acima da Rodovia BR-101, a Rio-Santos, também deverão permanecer nos abrigos, assim como os moradores do condomínio Praia do Jardim 2, abaixo da pista.

 

No trecho da Rio-Santos, onde existem riscos de deslizamentos, na altura do km 477, as máquinas encontram-se na pista desde o sábado, 2, trabalhando para a desobstrução da via.

 

Transtornos

 

Em Angra dos Reis, os temporais e deslizamentos já deixaram 337 moradores desabrigados e outros 565 desalojados, de acordo com dados da prefeitura de Angra, que está em Estado de calamidade pública desde a última sexta-feira, 1, após os deslizamentos.

 

As chuvas provocaram transtornos em Ilha Grande, que teve o fornecimento de água e energia prejudicados, assim como o sistema de telefonia. Muitas pousadas funcionam com geradores. Houve deslizamentos na área, como na ilha particular do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, onde estava hospedado Pierre Sarkozy, filho do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

 

Texto atualizado às 16h30

 

(com Solange Spigliatti, do estadao.com.br, e Felipe Werneck e Alfredo Junqueira, de O Estado de S. Paulo)

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