REUTERS/Bruno Santos
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Número de mortos em presídio de Altamira sobe para 58

Corpo foi encontrado sobre escombros do presídio, segundo o IML; detentos atearam fogo em ala de facção rival

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 22h26

SÃO PAULO – Um novo corpo foi encontrado sob escombros do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), palco de um massacre entre presos de facções criminosas, informou o Instituto Médico Legal (IML) do Pará na noite desta terça-feira, 30. Com isso, chega a 58 o número mortos no ataque. Ao menos 16 das vítimas foram decapitadas.

A matança foi resultado de um confronto entre duas facções criminosas que disputam território dentro da unidade prisional, o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV), segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). O massacre se iniciou por volta das 7 horas, quando líderes do CCA atearam fogo em uma cela que pertence a um dos pavilhões do presídio, onde ficavam integrantes do CV.

Nesta terça, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou nesta terça-feira, 30, a atuação de uma força-tarefa de intervenção penitenciária no Estado. A decisão, que atende a um apelo do governador do Pará, Helder Barbalho. 

O governo também deu início à transferência de 46 detentos suspeitos de participar do massacre. Entre os transferidos está Luziel Barbosa, conhecido como Hebraico, considerado um dos comandantes do CCA. O grupo criminoso nasceu no Pará há 11 anos e domina o tráfico na região.

Ataque

Ao menos 36 mortos no massacre foram vítima de asfixia com a fumaça do incêndio. Como a unidade é mais antiga, construída de forma adaptada a partir de um contêiner, com alvenaria, o fogo se alastrou rapidamente. Segundo Susipe, no decorrer do motim dois agentes prisionais chegaram ser feitos reféns e foram liberados. Eles não ficaram feridos.

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