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Número de mortos em rompimento de barragem chega a 7

Corpo de jovem de 16 anos foi encontrado neste sábado; desastre em Algodões I isola o litoral do Piauí

30 de maio de 2009 | 11h05

O governo do estado do Piauí informou por meio de sua assessoria que o Corpo de Bombeiros encontrou na manhã deste sábado, 30, o corpo da adolescente Maria Alexandra Pereira, de 16 anos, no povoado de Franco, vítima do rompimento da Barragem Algodões I, ocorrido no dia 27, no município de Cocal da Estação. Até agora sete pessoas foram encontradas mortas após o desastre, e duas pessoas continuam desaparecidas.

 

O trabalho de busca e resgate de pessoas isoladas e desaparecidas foi retomado às6h da manhã deste sábado. Segundo o governo, equipes de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais prestam atendimento nos 14 povoados atingidos.

 

A enxurrada causada pelo rompimento da barragem teve como efeito colateral o isolamento de toda a região litorânea do Estado. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), a água do Rio Piranji atingiu o Rio Parnaíba e inundou as cabeceiras. Uma ponte a 30 km da barragem chegou a ser arrastada pelas águas. Todas as passagens da BR-343 acabaram interrompidas. O acesso às cidades de Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande, Cajueiro da Praia e Bom Princípio só pode ser feito pelo Ceará, o que aumenta o trajeto em 200 km. Em Parnaíba, segundo maior cidade do Estado, mais de 100 mil pessoas foram prejudicadas.

 

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No início da noite de sexta-feira, 48 horas após o rompimento, mais uma vítima foi identificada. Maria Andreina Pereira, de 6 anos, foi retirada das margens do Piranji por policiais militares, em meio ao lamaçal em que se transformou a região. A garota foi foi sexta vítima confirmada pela Defesa Civil e é prima da adolescente encontrada neste sábado.

 

Pelo menos 500 famílias estão desabrigadas, alojadas em escolas. Cocal da Estação permanece sem energia elétrica e poucos locais, como a prefeitura e o hospital, contam com geradores. Um campo de pouso foi improvisado para dois helicópteros cedidos pelo Exército e pela Força Aérea.

 

Entre Exército, Bombeiros, PM, Guarda Municipal e Defesa Civil Estadual, 148 homens participam das buscas. Comunidades como Anjico Branco, a 15 km de Cocal, estão há dois dias isoladas. Cerca de cem pessoas continuam por lá, sem alimentos e roupas. No total, a Defesa Civil estima que 950 pessoas aguardem socorro em locais de difícil acesso.

 

(Com Luciano Coelho e Emilio Sant'anna, de O Estado de S. Paulo)

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