Número de mortos pelas chuvas no Nordeste sobe para 45

Mais quatro corpos foram encontrados hoje em PE, que contabiliza 16 vítimas; em AL, 29 óbitos

estadão.com.br

23 de junho de 2010 | 09h09

 

SÃO PAULO - Subiu para 45 o número total de vítimas das chuvas nos Estados de Alagoas e Pernambuco. Na noite desta terça-feira, 22, mais três corpos foram encontrados em Pernambuco, o que elevou para 16 o número de óbitos no Estado, segundo a Defesa Civil. Em Alagoas, os números permanecem os mesmos, com 177.282 afetados, 15 municípios em calamidade pública, 29 mortos e 607 desaparecidos.

 

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De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, dois corpos foram resgatados em Água Preta e o terceiro em Barreiros. As vítimas ainda não foram identificadas. Os números de desabrigados e desalojados são de 17.808 e 24.552, respectivamente.

 

Na terça, o governo federal liberou R$ 100 milhões para Alagoas e Pernambuco. Metade desse valor já foi encaminhada aos estados para os primeiros atendimentos à população. O resto será enviado quando a Casa Civil receber o relatório com os estragos. A burocracia, porém, deve fazer com o que a verba só chegue de fato à população em pelo menos um mês.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sobrevoar as áreas atingidas nesta quinta-feira. A programação da viagem do presidente ainda não está definida, mas a previsão é de que Lula faça um sobrevoo de helicóptero nos municípios pernambucanos atingidas pelas enchentes durante a manhã. À tarde, ele sobrevoaria os municípios alagoanos.

 

Mergulhadores de resgate e cães farejadores estão em Alagoas para ajudar nas buscas por corpos. O trabalho de resgate e entrega de mantimentos conta também com ajuda de voluntários que chegaram ao Estado, vindos do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Os mergulhadores de resgate devem atuar em áreas alagadas e os cães vão percorrer áreas secas, de destruição. Os animais foram treinados para encontrar corpos e atuaram no Rio de Janeiro, onde várias pessoas morreram depois de um deslizamento causado pelas chuvas da virada do ano.

 

De acordo com integrantes da Defesa Civil, o número de desaparecidos ainda é alto porque muitas famílias informam a mesma pessoa desaparecida, e também por conta da falta de telefone. Sem o serviço de telefonia fixa e celular, muitas famílias perderam o contato desde a tragédia.

 

Hospitais de campanha estão sendo montados nas cidades mais atingidas pelas cheias. Equipes da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado já se deslocaram até os locais da tragédia, para trabalho de prevenção às doenças. Há risco de epidemia de dengue e leptospirose.

 

Com Julia Baptista

 

 

 

Texto atualizado às 15h45. 

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