Número de mortos pelas chuvas no Sudeste sobe para 76

Estado mais afetado pelos temporais é o Rio de Janeiro, com 63 vítimas, 41 delas em Angra dos Reis

estadao.com.br,

02 Janeiro 2010 | 19h52

O número total de mortos pelas chuvas que atingem o Sudeste do País subiu para 76 para neste sábado, 2. O Estado mais afetado é o Rio de Janeiro, com 63 vítimas, 41 delas em Angra dos Reis. Dez pessoas morreram em São Paulo e três em Minas Gerais.

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Um dia após a tragédia provocada pelas chuvas que matou, pelo menos, 41 pessoas em deslizamentos de terra em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio, turistas assustados decidiram deixar a Ilha Grande, onde o desmoronamento de uma imensa barreira destruiu uma pousada, quatro residências de moradores e três casas de veraneio.

 

Mesmo com o dia ensolarado após o fim de ano chuvoso, dois saveiros partiram pela manhã da Enseada do Bananal, na Ilha Grande, com 120 turistas, os últimos que estavam na área do acidente. Cerca de 120 bombeiros, agentes da Defesa Civil e voluntários estão trabalhando na busca às vítimas na Ilha Grande e no Morro da Carioca, no continente, onde quatro corpos foram resgatados na manhã de hoje, elevando para 13 o número de mortes confirmadas no deslizamento de uma barreira sobre casas da comunidade. De acordo com a Defesa Civil, 337 pessoas estão desabrigadas na cidade, 565 desalojados e 189 residências interditadas.

 

Pela manhã, os bombeiros começaram a utilizar cães farejadores nos trabalhos de resgate. Mais uma retroescavadeira chegou à ilha, transportada em uma balsa. Agora, dois equipamentos desse tipo são usados na retirada de toneladas de terra e pedras que encobriram sete casas e destruíram parte da Pousada Sankay. Com cerca de 500 metros de extensão, a enseada tem 278 moradores, uma comunidade muito ligada entre si.

São Paulo

O Corpo de Bombeiros localizou no sábado o último corpo que estava soterrado no município de Guararema, na Grande são Paulo. Trata-se de um menino de 10 anos. Além da criança, dois homens, de 70 e de 45 anos e uma mulher de 22. Na sexta-feira, uma mulher foi resgatada pelo helicóptero Águia e encontra-se internada no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.

A cidade está com todos os acessos interditados, já que a chuva provocou a queda de uma barreira no km 75 da rodovia Mogi-Guararema, e interditou o único acesso ao município.

Em Cunha, no Vale do Paraíba, seis pessoas morreram na sexta-feira. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, as vítimas são membros de uma mesma família e já foram identificadas. São elas, Manoel Moron Rubres, 76 anos; Érica Rubres Moron, 70 anos; Mário Penha da Silva, 46 anos; Ingrid Rubres Moron, 44 anos; Eduardo Moron Silva, 15 anos e Sabrina Moron Silva, 12 anos. A única sobrevivente, Alice Moron, 41 anos, está internada em no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, onde passou por cirurgia.

A cidade ainda continua isolada por conta de queda de barreiras e de pontes nas estradas que ligam o município a Silveiras e Paraty. No km 37, da rodovia Paulo Virgílio (SP 171), as águas do rio Jacui ainda inundam a estrada, impedindo o acesso à cidade.

Em São Luís do Paraitinga, também no Vale do Paraíba, cerca de 90 prédios tombados pelo Patrimônio Histórico estadual estão ameaçados pelas águas. Pelo menos três casarões localizados na praça Oswaldo Cruz, no centro cidade, e metade da centenária igreja matriz de São Luís de Toloza, já desabaram na manhã deste sábado, e os demais correm risco de cair. Outra igreja centenária, a mais antiga da cidade, a Capela das Mercês, também foi atingida pela catástrofe.

Desde a noite de quinta-feira, véspera do Ano-Novo, a cidade está sob as águas do rio Paraitinga, que está oito metros acima do seu nível normal. Segundo a Defesa Civil, cerca de quatro mil pessoas estão desabrigadas e isoladas. Pelo menos 60% da população, de 10,9 mil habitantes, estão sendo prejudicados direta ou indiretamente pelas chuvas.

Minas

Em Juiz de Fora, três pessoas morreram após o deslizamento de terra de uma encosta na madrugada de sexta-feira. A terra destruiu metade da residência de dois andares, localizada no bairro Cesário Alvim.

De acordo com o 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, cinco pessoas de uma mesma família estavam no imóvel e dormiam depois da celebração do réveillon. Um casal conseguiu escapar sem ferimentos.

 

(Felipe Werneck, Alfredo Junqueira e João Carlos de Faria, de O Estado de S. Paulo, Rita Cirne, da Central de Notícias, e Luiz Raatz, do estadao.com.br)

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