Número de mortos sobe 28% nas rodovias federais do Rio no feriado

Maior parte dos 161 acidentes foi registrada no trecho norte da BR-101

Fabiana Marchezi, do estadão.com.br

07 de junho de 2010 | 10h08

SÃO PAULO - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um aumento de 28% no número de mortes nas estradas do Rio de Janeiro durante a Operação Corpus Christi 2010.

 

De acordo com a polícia, nos cinco de dias de operação, foram registrados 161 acidentes, com 67 pessoas feridas e nove mortos. No mesmo período do ano passado, ocorreram 180 acidentes, com 75 feridos e sete mortos, o que significa uma redução de 11% nos acidentes; 11% menos feridos e alta de 28% nas mortes.

 

A maior parte dos acidentes foi registrada no trecho norte da BR-101. Somente entre Itaboraí e Campos foram registrados 32 acidentes, com 26 feridos e seis mortes.

 

A saída para o feriadão, ainda na quarta-feira, 2, chegou a apresentar alguns problemas com excesso de veículos no final da tarde, mas a situação melhorou e não houve congestionamentos.

 

A polícia rodoviária acredita que a ansiedade dos motoristas, que encontraram rodovias liberadas a maior parte do tempo, associado às pistas escorregadias devido às chuvas, tenha contribuído para o maior número de acidentes violentos.

 

A imprudência continua sendo um fator determinante para os acidentes nas rodovias. Durante a operação, foram fiscalizados cerca de 7 mil veículos, com mais de 4 mil infrações de trânsito.

 

Mesmo com tempo chuvoso na maior parte do feriado, os agentes flagraram cerca de 2.500 motoristas trafegando com velocidade acima do permitido, o que representa mais de 50% do total de infrações.

 

Com a proximidade do 2º aniversário da Lei Seca, a PRF tem realizado campanhas de conscientização, mas há uma resistência dos motoristas em aderir às orientações.

 

Foram realizados 3 mil testes com os etilômetros. No total, 11 motoristas foram flagrados dirigindo alcoolizados, e cinco acabaram presos, por apresentar concentração superior a 0,29 mg/l. O índice ficou um pouco acima do registrado na operação em 2009, quando 10 motoristas foram reprovados nos testes e três acabaram detidos.

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