Número de ônibus depredados em SP chega a 55

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informa que aumentou o número de manifestantes em frente à sede da Secretaria Municipal de Transportes, na Rua Frederico Hermann Júnior, em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo. Neste momento, cerca de 300 motoristas e cobradores de três empresas de ônibus da zona Leste da capital paulista estão protestando contra o atraso no pagamento dos salários de outubro. De acordo ainda com a CET, pelo menos 50 coletivos estão parados na área e a Rua Frederico Hermann Júnior permanece interditada. Na Marginal Pinheiros, o trânsito já flui normalmente.A SPTRans, empresa que administra o transporte coletivo na capital paulista, reiterou que não conseguiu colocar em prática hoje o plano emergencial para suprir a falta dos ônibus do Consórcio Aricanduva, formado pelas Viações Trólebus Aricanduva, Expresso Paulistano e América do Sul. Segundo a companhia, 327 coletivos poderiam estar atendendo à população, mas, devido à ação de sindicalistas, os carros substitutos não puderam deixar as garagens das empresas.O Terminal São Mateus permanece aberto, porém de forma precária, com apenas alguns ônibus da Viação Cidade Tiradentes podendo entrar. Para tentar suavizar a situação dos usuários, a SPTrans está autorizando excepcionalmente o trabalho dos coletivos da modalidade bairro-a-bairro, das peruas de lotação não-regulamentadas, dos táxis e de carros particulares. A condição é de que os veículos não cobrem mais do que R$ 1,40, que é a atual tarifa dos ônibus em São Paulo. A SPTrans já contabilizou até agora um total de 55 coletivos depredados durante os três dias de paralisação dos motoristas e cobradores. Logo mais, à tarde, deve acontecer o julgamento da greve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

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