Número de sequestros-relâmpagos cai 63% em São Paulo

A Secretaria da Segurança do Estado anunciou ontem a queda de 63% no índice de seqüestros-relâmpago no mês de março, em comparação ao mesmo período nos últimos dois anos. Para o delegado do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado da Polícia Civil (Deic), Valter Sérgio Abreu, a queda deve-se a um levantamento detalhado feito pela polícia sobre as áreas e horários críticos em que ocorrem esse tipo de crime. "Nós trabalhamos inclusive com policiais descaracterizados", explicou.O estudo aponta que 34% dos crimes acontecem à noite, entre às 18 e 21 horas, 71,05% deles ocorrem em vias públicas, 15,79% nos supermercados e 13,3% em shoppings. As vítimas são abordadas, em 50% dos casos, quando estão no carro. Sessenta por cento dos crimes são praticados por dupla e a maioria das vítimas, em 70% são homens. De acordo com a estatística, 43% das vítimas de seqüestros-relâmpago têm entre 26 e 35 anos. Segundo o delegado, as pessoas não devem andar com o cartão bancário. No caso de ser abordada, a vitima deve anunciar ao bandido todos os movimentos que pretende fazer. "Não reaja, pois, em 94% dos seqüestros-relâmpago os bandidos estão armados", avisa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.