Número de turistas estrangeiros deve crescer no carnaval de SP

Com a vantagem deste ano o carnaval acontecer após uma série de eventos, são esperados 8 mil estrangeiros

Fernanda Aranda, do Jornal da Tarde,

16 de janeiro de 2008 | 20h27

Aquele sotaque que improvisa no "portunhol" e erra ao concordar substantivos femininos com adjetivos masculinos deve marcar as cantorias dos sambas-enredo paulistanos. É que de acordo com a São Paulo Turismo (SPTuris), responsável por organizar o carnaval da Capital, a presença de estrangeiros cresceu no Sambódromo. Em 2007, os turistas de outros países representaram 19,45% do total de participantes, enquanto em 2006 o número de gringos ficou em 18%.   Em quantidade absoluta, foram 5.600 foliões internacionais em 2007, contra 4.050 há dois anos, um acréscimo de 1.550 turistas. De cada dez estrangeiros, quatro em média vieram de países europeus (40%). Em seguida, 25% eram de origem de nações da América do Sul.   O perfil dos participantes da festa foi traçado por meio de entrevistas realizadas durante os dois dias de desfile. A SPTuris registrou que dos 90 mil espectadores das escolas de samba 23,6 mil não eram da Cidade, 4% a mais do que há dois anos, quando foram 22,5 mil. Para o próximo carnaval, a expectativa é que mais turistas 'invadam' o Anhembi. São esperados 28 mil 'não-paulistanos' para a festa de Momo.   "Este ano, a vantagem é que o feriado acontece logo no início de fevereiro, depois de uma seqüência de grandes eventos, como a Couro Moda, a São Paulo Fashion Week e o Congresso Internacional de Odontologia", afirma o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho.  "Isso atrai ainda mais turistas. Esperamos 8 mil estrangeiros no Anhembi, que terá intérpretes, pólos de informação e arquibancadas reservadas para turistas, com sorteio de brindes", explica o presidente da SPTuris. A pesquisa mostra ainda que os participantes esquentam os tamborins da economia paulistana. Em um único dia de festa, cada turista folião gasta em média R$ 222 no sambódromo, o equivalente a 58,4% do salário mínimo (R$ 380).   ‘Esticadinha’   A Associação Brasileira de Indústria Hoteleira (Abih) estima que entre 350 e 400 mil turistas deixem suas cidades para dançar ao som da bateria paulistana . A maior parte deles, entretanto, é brasileira, vinda do Interior de São Paulo ou dos estados do Paraná e Minas Gerais. Sobre os gringos, a Abih diz que eles procuram a Capital mesmo por causa dos compromissos de trabalho , mas acabam esticando a visita para cair na folia da "terra dos negócios".   "A cada ano, o carnaval paulistano torna-se mais conhecido. A festa ainda não é o motivo principal da vinda dos turistas estrangeiros, como acontece no Rio de Janeiro, mas estamos batalhando para torná-la outro produto turístico", diz o presidente da sede de São Paulo da Abih, Maurício Bernardino.   Os dados da SPTuris mostram que cerca de 15% dos turistas que estavam no Sambódromo no ano passado vieram para São Paulo por causa de obrigações profissionais. Aproveitaram que já estavam na Cidade e deram uma "esticadinha" até os desfiles. 66% dos foliões que foram ao sambódromo do Anhembi no ano passado eram "foliões de primeira viagem", segundo o estudo da SPTuris.   Em Números   15% foi o índice dos turistas que declaram que o motivo da visita a São Paulo eram os compromissos de trabalho, mas ficaram para ver os desfiles.   7 dias é o tempo médio que os turistas ficam na cidade por causa do carnaval.   35 anos é a idade média dos foliões no sambódromo.

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