Número de vítimas é ''muito maior'', diz Mantega

Na avaliação do ministro da Fazenda, muitas outras pessoas tiveram sigilo invadido, pois ''não há sistemas invioláveis''

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ser "muito maior" o número de pessoas com sigilo violado dentro da Receita Federal. "Na verdade, não foi só o sigilo de algumas pessoas com vinculações partidárias que foi quebrado", afirmou ontem em São Paulo, referindo-se ao vazamento dos dados fiscais de quatro pessoas ligadas ao PSDB e de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano, José Serra.

"Foi um número muito maior", declarou o ministro em entrevista coletiva. "Isso está sendo investigado por uma comissão de sindicância com toda serenidade possível."

Disquete. Na avaliação do ministro da Fazenda, não há sistemas invioláveis. "Outro dia, aqui no centro de São Paulo, você podia comprar disquete até com informações de bancos privados, portanto, não é fácil, mas nós temos de nos aperfeiçoar", argumentou.

Mantega disse já ter recomendado à Receita Federal que mude seu sistema de segurança. "Vamos aperfeiçoar (o sistema) para dar mais segurança aos contribuintes." Segundo ele, as informações têm sido trazidas ao público, "tanto que todos os dias existem novas notícias nos jornais".

Mantega disse também que vazamentos já ocorreram no passado. "Quando o vazamento é detectado, a gente coíbe, pune e muda o sistema."

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