Número dois da PF é solto após decisão da Justiça

O ex-diretor-executivo da PolíciaFederal Romero Menezes foi solto na madrugada destaquarta-feira, após decisão do Tribunal Federal da 1a Região,informou a PF. Menezes, até então segundo homem na hierarquia da PolíciaFederal, havia sido detido na véspera acusado de favorecer oirmão, gerente de uma empresa que presta serviços para amineradora MMX, do empresário Eike Batista. A mineradora é alvo da operação Toque de Midas, da PF, queinvestiga possível fraude na licitação para a concessão de umaferrovia no Amapá. Menezes estava preso na superintendência da PF em Brasília.O irmão do ex-diretor-executivo, José Gomes de Menezes Júnior,e o diretor da MMX Renato Camargo dos Santos, também detidos naterça-feira, continuam presos. O Ministério Público também suspeita que Menezes tenhavazado informações sobre a operação Toque de Midas que, porconta do vazamento, teve de ser antecipada e foi deflagrada emjulho com o cumprimento de mandatos de busca e apreensão nacasa e em escritórios de Eike Batista. A prisão do ex-diretor foi considerada desnecessária pelodiretor do Departamento de Combate ao Crime Organizado da PF,delegado Roberto Troncon Filho, e havia sido determinada portemores de que Romero Menezes interferisse na coleta de provase atrapalhasse as investigações. Troncon assume provisoriamenteas funções exercidas por Menezes. (Reportagem de Eduardo Simões)

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