"Nunca vi tanto tiro", diz delegada encurralada pelo tráfico

A delegada Marise Martinez foi encurralada nesta terça-feira por traficantes no Morro dos Prazeres, na zona norte do Rio, quando coordenava uma equipe de policias civis e militares numa ação que fazia parte da chamada operação Pressão Máxima. Marise errou o caminho para o Morro do Escondidinho e precisou de reforços ? até da ajuda de um helicóptero ? para deixar a favela. ?Já tinha enfrentado outras situações de tiroteio, mas nunca vi tanto tiro?, disse a delegada, que tem dois anos e meio de polícia, mas se recusou a revelar a idade.O destino dos policiais era o Morro do Escondidinho. Apenas uma bifurcação divide o Escondidinho dos Prazeres, e como não há placas, os policiais erraram o caminho. Quando o comboio da polícia subia a ladeira principal, os traficantes começaram a disparar. Eles chegaram a atirar uma granada, mas ela falhou. ?Foi uma chuva de balas. Largamos os carros e nos refugiamos atrás de um muro. Não tinha como continuar e não tinha como a gente descer?, disse Marise. Depois da chegada do reforço, Marise e sua equipe foram até o alto do Morro dos Prazeres. Cinco pessoas foram detidas para averiguações e liberadas em seguida.Na zona oeste, policiais prenderam o empresário da construção civil Carlos Alberto dos Santos Garcia, de 39 anos. No sítio dele, em Campo Grande, foram encontrados oito quilos de cocaína, que seriam vendidos para traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte. Garcia cumpriu pena de sete anos por roubo, época em que fez contato com os traficantes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.