Satélite/Efe
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Nuvem do vulcão chileno Puyehue diminui no Rio Grande do Sul, diz FAB

Na Argentina, voos nos dois maiores aeroportos de Buenos Aires permanecem cancelados

10 de junho de 2011 | 09h37

SÃO PAULO E BUENOS AIRES - A Força Aérea Brasileira (FAB) informou na manhã desta sexta-feira, 10, que a área com ocorrência das nuvens geradas pelo vulcão chileno Puyehue diminuiu no Rio Grande do Sul, depois de ocupar cerca de 70% do território do Estado durante a madrugada.

 

Apesar da presença de nuvens vulcânicas em boa parte do céu no Rio Grande do Sul, a camada aparece concentrada, entre 7 mil e 10 mil metros de altitude. O monitoramento feito pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA).

 

A camada continua se deslocando para cima, rumo a Santa Catarina, mas existe a possibilidade das nuvens seguirem para o Oceano Atlântico, caso sejam mantidas as atuais condições meteorológicas. O CGNA tem coordenado desvios para que as aeronaves voem acima ou abaixo da camada.

 

Nesta madrugada, a GOL informou ter cancelado o voo 1376-1577 (trecho Joinville - Congonhas) com partida programada para a manhã desta sexta-feira, devido ao avanço das cinzas do vulcão chileno sobre o espaço aéreo brasileiro.

 

A TAM cancelou seus voos para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a partir das 21 horas de quinta-feira até as 10 horas desta sexta. A companhia também continua com seus voos suspensos para os aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu, no Uruguai, pelo menos até as 12 horas de hoje. Essas medidas são necessárias para garantir a segurança de clientes e tripulantes.

 

O Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, opera apenas para decolagens por questões meteorológicas, segundo informou a FAB.

 

No Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, três voos para Buenos Aires, na Argentina, foram cancelados nesta manhã. Três partidas para Santiago, no Chile, estão confirmadas, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em Congonhas, na zona sul da capital paulista, cancelou parte dos voos para o sul do país.

 

Argentina. Os voos nos dois aeroportos de Buenos Aires, o internacional de Ezeiza e o metropolitano Aeroparque, que opera a maior parte das viagens com o Brasil e demais países da região, permanecem cancelados e poderão ser retomados só na noite desta sexta-feira, dependendo das condições climáticas. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (SNM) da Argentina, as estimativas são de que a nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue pode se dispersar na noite desta sexta, permitindo a retomada dos voos.

 

A nuvem vulcânica chegou na manhã de quinta-feira aos céus de Buenos Aires, o que levou ao cancelamento de 324 voos no Aeroparque e 110 voos em Ezeiza, segundo informações de Aeropuertos Argentina 2000, empresa concessionária dos terminais aéreos do país.

 

As companhias aéreas tomaram a decisão de não realizar nenhum voo por uma questão de segurança, segundo os comunicados oficiais emitidos ontem. As partículas vulcânicas podem prejudicar a visibilidade e provocar danos nas turbinas dos aviões.

 

Um comitê de crise vai se reunir nesta manhã para avaliar as condições e a possibilidade de retomar os voos. O comitê é formado por representantes da Secretaria de Transporte, Serviço de Meteorologia, Administração Nacional de Aviação Civil (Anac), Organismo Regulador do Sistema Nacional de Aeroportos (ORSNA) e companhias aéreas.

 

O secretário de Transporte, Juan Pablo Schiavi, disse que a situação tem de ser avaliada "minuto a minuto" por se tratar de um fenômeno natural. "Na medida em que tivermos vento, o problema se resolve porque leva a nuvem para outra direção. Mas também supomos que, em algum momento, o vulcão vai interromper sua atividade", disse.

 

Em entrevista concedida à imprensa local, Schiavi disse que o material vulcânico "é muito perigoso, muito abrasivo para os motores dos aviões e pode gerar complicações graves". Em 2009, quando outro vulcão chileno, El Chaltén, entrou em atividade, a companhia aérea LAN teve um prejuízo de US$ 5 milhões por causa das cinzas que entraram nas turbinas de um dos seus aviões.

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